quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Ler na férias






um livro de Manuel Rangel e Benedita Coimbra

Todas as oportunidades são boas para aprender.
Todos os materiais e situações do quotidiano podem ser importantes para dialogar e trocar informação. O difícil, às vezes, é saber como fazer. É conseguir aproveitar o tempo e as diferentes situações para explorar e conhecer, para ver e saber.
As crianças adoram saber e satisfazer a sua curiosidade, perguntam... querem mais!
Este livro é um bom exemplo de como qualquer situação pode ajudar os educadores a captar a atenção dos seus educandos.
Não só captar a sua atenção mas também aprender a aproveitar as situações do dia a dia para, em conjunto, desenvolver atividades significativas, divertidas e que ajudam a criar uma relação com o mundo do conhecimento.


Um livro pleno de sugestões criativas que ajudam a "fazer matemática"

Como dizem os autores: a matemática  está sempre presente, está em tudo, está "no meio de nós" A matemática não é mais do que o nosso olhar organizador sobre o mundo que nos rodeia!"

Este livro é mais uma aposta interessante para acabar de vez com os tradicionais TPC.

É ainda a nossa homenagem ao Manuel Rangel pelo carinho, empenho e dedicação às crianças e ao conhecimento.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

"O 10 Magnifico" Proposta para as férias


O 10 Magnífico 
de Anna Cerasoli 

"Filippo, a quem chamam Filo é uma criança atenta que gosta de brincar com o avô. O avô fecha-se com ele na cozinha, não para o tornar Chef mas porque ambiciona transformá-lo num génio matemático" 
Tinha sido professor de matemática e, desde que o tinham mandado para casa (reformado), aproveitava para  falar sobre a sua história, sobre o seu prazer em ser professor. O mundo da escola ficara-lhe no coração. Como ele gostava de se sentir professor!

O seu neto, Filo, tornara-se o seu aluno preferido, mas não o único porque o professor  adorava partilhar o seu saber com outros.

Para efectuar uma operação matemática diz o avô, precisamos do livro de receitas da tua mãe. Tirando o livro da estante o avô abre na receita do chocolate quente. Temos de seguir todos os passos para preparar esta bebida que tanto gostas... para efetuar esta operação"

Um livro pertinente, cheio de história e histórias bastante mais útil para as férias do que os tradicionais TPC, enfadonhos e desagradáveis. Um livro a comprar, a ler e a partilhar com outros porque a matemática não é difícil nem esquisita, é essencial para tudo no nosso quotidiano.

Um livro para todos os que gostam da aventura de saber E DE PARTILHAR O QUE SABEM!



domingo, 16 de julho de 2017

As actividades devem ser pensadas com aos alunos ou para eles?



Na perspetiva de que as atividades devem ser programadas para os alunos está implícita uma concepção de infância que toma as crianças ou os jovens como seres não ativos, sem capacidade de iniciativa e sem identidade. Esta perspetiva não os olha no presente, com a sua realidade concreta, mas como um produto de aprendizagens organizadas pelos adultos em função de um desígnio institucional de socialização. Consequentemente, as atividades por vezes são adequadas, outras vezes não são, porque não vão ao encontro das realidades culturais, cognitivas e às motivações das próprias crianças/jovens, entre outras razões.


Na perspetiva de que as atividades devem ser pensadas com os alunos, a partir dos seus interesses e participação, estamos perante uma conceção de infância que as olha no presente, com personalidade própria, pois estamos a dar-lhes a oportunidade de exprimirem o que sentem, da maneira que desejam. Neste tipo de atividade mais lúdica e não tão direccionada, o próprio processo da escolha é já uma actividade que é válida por si. 

É de facto muito importante que as crianças e os jovens exteriorizem a sua subjetividade, algo que vem de dentro das suas vivências, dos seus marcos de referência e não que é imposta do exterior. 

Maria José Araújo

Repressão ou demissão ?


Hoje vimos uma criança ser castigada e não fizemos nada!

Um debate a partir da obra de Bernard Defrance " Sanctions et discipline à l´école"
Uma obra que se dirige a todos aqueles que pensam que a escola se tornou incapaz de fazer com que os alunos cumpram as regras elementares de convivência social.


Castigar é uma pratica comum em educação.
O castigo, sobretudo com os mais novos, é uma pratica legitimada. Paradoxalmente não se reflete sobre o seu significado. Preferimos interrogar-nos sobre a legitimidade do que sobre a função e os mecanismos usados para  remeter a criança ao silêncio. 
A prática "de formas punitivas" nas instituições escolares nem sempre é debatida e os seus efeitos no processo educativo de uma criança não são conhecidos.

Faz o que te digo e pronto!

A criança castigada dificilmente tem direito de defesa ou compreensão.
Os adultos que não infringem a punição mas sabem que ela existe "assobiam para o lado".
A lei ao serviço das praticas educativas devia merecer a nossa atenção, desde logo porque a escola tem o dever de proteção àqueles que a frequentam. 
E, seria um beneficio para todos se o debate nos levasse a praticas de responsabilização e civilidade.

Como refere Bernard Défrance:  La querelle des "tolérants" et des "répressifs" taxés respectivement  par les adversaires de "laxistes" et de "réactionnaires" bat son plein. Il faut sortir de cet affrontement pour trouver terrain plus serein.
Esta questão tem de ser debatida no campo dos direitos e todos temos o dever de o fazer.

A obrigação dos educadores é serem isso mesmo: educadores!



Sonhar é preciso!


Onde se fala de gatos e de homens 
Manuel António Pina


Os meus gatos dormem durante a maior parte do dia (e, obviamente, durante a noite toda). Suspeito que os gatos têm um segredo, que conhecem uma porta para um mundo coincidente e feliz, por onde só se passa sonhando. Um mundo criado como Deus terá criado o nosso humano mundo, à sua desmesurada imagem. Porque os que sonham são deuses criadores. Os gatos sonham dormindo, os homens sonham fazendo perguntas e procurando respostas.
Mas os meus gatos dormem e sonham porque não têm fome. Teriam, se precisassem de procurar comida, tempo para sonhar? Acontece talvez assim com os homens. Como se o espírito criador fosse, afinal, prisioneiro do estômago. Talvez, então, a mesquinhez de propósitos da nossa vida coletiva radique, como nos querem fazer crer, no défice, e talvez o cumprimento das normas do pacto de estabilidade seja o único sonho que nos é hoje permitido.
E, contudo, dir-se-ia (e isto é algo que escapa aos economistas) que é o sonho, mais do que a balança de pagamentos, que alimenta a vida, e que os povos, como os homens, precisam de mais do que de números. Os próprios números têm (os economistas não o sabem porque a sua ciência dos números é uma ciência de escravos) o poder desrazoável de, não apenas repetir, mas sonhar o mundo.
Há anos que somos governados por economistas e o resultado está à vista. Talvez seja chegada a altura de ser a política (e o sonho) a dirigir a economia e não a economia a dirigir a política. Jesus Cristo «não sabia nada de finanças, / nem consta que tivesse biblioteca», e o seu sonho, no entanto, continua a mover o mundo.

JN, 09/11/2005

sábado, 8 de julho de 2017

Jogos e Brinquedos Populares


Quem brinca sabe porquê!

Quanto ao objeto de brincar... pode ser qualquer um. 
Mas se o fazemos, se o pensamos, se o imaginamos e o reinventamos ... e com ele nos emocionamos, brincamos bem melhor!



  

 Rui Mendes, Gonçalo Dias, João Amado & Olga Vasconcelos 

Este livro, não é só um livro sobre os jogos e os brinquedos populares ou sobre tradição e património. É um apelo à memória e ao lugar do entretenimento, do passatempo indispensável a qualquer ser humano. São estudos, são práticas, são desejos de contribuir para um pensamento sobre a ludicidade e o bem-estar, sobre essa "coisa" magnífica que é brincar! 

No capítulo VI, João Amado brinda o leitor com um texto sobre a expressão lúdica em quatro obras da literatura portuguesa. Com a ajuda de Amadeu e Quinzinho, da tia Ana e da tia Custódia - mais competente a contar histórias que ajudam a fugir ao exagero da vida quotidiana -,  também de Gineto, Gaitinhas (João), e tantos outros "moços" que descobriam a traquinice, a música e a resistência à vida, o autor lembra-nos como o brincar e os brinquedos são oportunidades de ternura e alegria. É uma conversa com o leitor sobre a importância da literatura, do brincar, da possibilidade de evasão da realidade, tantas vezes sombria, que pode ser atenuada pelo saltitar do pião, da corrida e do empurrão, das caçadinhas, da descoberta, da relação com outros e com o mundo, até que o dia escureça!

Só não fica curioso quem não lê e só não se entusiasma com as brincadeiras, quem não brinca!

Obrigada aos autores e um agradecimento especial ao João Amado pela amizade e pela partilha.



sábado, 1 de julho de 2017

BRINCAR É COISA SÉRIA!


“Brincar é coisa séria!” 


Começou ontem, dia 30 Junho pelas10h, no Auditório Municipal de Esposende, o  debate -  enquadrado no Seminário "REVISTAR O VALOR DO BRINCAR" - em todas as idades, com particular atenção para o significado  das brincadeiras para os mais novos.


O objetivo central desta iniciativa prende-se com a necessidade de refletir sobre a importância do BRINCAR e a forma como tem mudado ao longo do tempo. Na verdade o que foi mudando foi a forma como pensamos os tempos das crianças e os seus direitos ao tempo livre. 
A institucionalização da infância tem criado constrangimentos à forma como proporcionamos o direito ao brincar, por exemplo ao ar livre.

Adultos/educadores e educadoras tem, hoje, em Esposende a possibilidade de dedicar algum do seu tempo a esta questão, na medida em que a organização do encontro convidou as famílias, e a comunidade em geral, para visitar e participar nas diversas atividades lúdicas que serão dinamizadas no âmbito da  FEIRA DO BRINCAR, na zona ribeirinha do concelho

Programa http://www.esposende.pt/BCS/lorem-ipsumy/
Mais informações:http://www.esposende.pt/BCS/


Organização:  Câmara Municipal de Esposende, em colaboração com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens e com o Centro de Intervenção Psicológica e Terapêutica.


HOJE BRINCAR EM ESPOSENDE É POSSÍVEL.
VAMOS A ISSO!! 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Dia Mundial da Criança


TODAS AS CRIANÇAS PRECISAM DE TI

Continua a ser preciso, todos os dias, mostrar que  são os adultos que tem obrigação de cumprir os direitos das crianças.


https://www.youtube.com/watch?v=mJggYdw3I0k

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Direitos das Crianças

Portugal como líder mundial no reconhecimento e protecção dos direitos das crianças, enquanto o Reino Unido está entre os países com um desempenho muito baixo.

A fundação internacional dos direitos da criança KidsRights e a Erasmus University Rotterdam publicaram ontem o KidsRights Index 2017, o ranking global anual que registra os desempenhos dos países em relação aos direitos das crianças. O índice visa recolher dados de várias fontes respeitáveis e identifica temas e tendências globais no que respeita os direitos das crianças.

Portugal encabeça o índice, que também tem fortes resultados para a Noruega, Islândia e Suíça, que ocupam os  três lugares na tabela. O Reino Unido teve um desempenho dramático de acordo com o Índice, caindo para o 156º lugar, em comparação com o 11º em 2016. Isso deve-se a falhas na área do ambiente propício para os direitos das crianças.


É preciso, todos os dias, aqui, junto das crianças mostrar que as respeitamos, que criamos as condições para cumprir todos os seus direitos.

https://www.childinthecity.org/2017/05/16/portugal-heads-childrens-rights-index-while-uk-plummets/

terça-feira, 16 de maio de 2017

BERRAR ! Um estilo violento de sociabilidade



Quem não conhece, ouviu, ouviu falar ou se confrontou com os diferentes gritos (berros), a várias vozes, nos contextos educativos ? Na escola, no ATL, no Jardim de Infância ...?

Todos os dias somos confrontados com histórias sobre os comportamentos das crianças, no seu papel de alunas, no contexto escolar. O discurso sobre o comportamento aponta o dedo à criança e sua irreverência. Não sabem estar, não se sabem comportar, berram, etc...
Serão só as crianças?

E, se parássemos um pouco para pensar ?

Quem berra ? Quem grita ? Quem manda calar? Quem é o/a responsável pelo ambiente educativo?

Uma criança que, em casa ou na escola, é confrontada com um estilo "oral" marcado pelo "grito esganiçado, nervoso e violento do adulto, que aprende, diariamente, que elevar a voz para se fazer ouvir é uma pratica legitimada pelos adultos .... porque fará diferente?


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Se queremos que as crianças aprendam, temos de as deixar!

As crianças que contemplam a vida e apreciam o momento são mais felizes. São mais saudáveis, SAO ATENTAS

A sua capacidade de observação, a sua atenção tem de ser estimulada, não reprimida.

Uma criança que passeia ou vagueia no seu pensamento é uma criança atenta. Não é uma criança distraída

Porque estamos sempre a pedir às crianças que se concentrem em matérias que elas não estão a perceber em vez de estarmos atentos ao que as chama à atenção??


Um video delicioso, a não perder

https://www.youtube.com/watch?v=0C43F8VJZ5U

Se queremos que as crianças aprendam, temos de as deixar!
deixar contemplar e tentar aprender com isso!
Porque uma criança a espreitar, atenta ao mundo, à natureza, ao diferente... é uma "criança em estado de aprendizagem"

TPC: trabalhar em horário pós-laboral


Serão da Bonjóia
Dia 27 de abril de 2017 – às 21h15
Na Quinta de Bonjóia

Ciclo da Sociedade:
TPC: trabalhar em horário pós-laboral
Maria José Araújo


Como todos sabemos, à maioria das crianças são propostos como “trabalhos para casa - TPC” tarefas que incluem cópias de textos, repetições de palavras (várias vezes), fichas com contas e problemas diversos que na maior parte das vezes se limitam a reproduzir os conteúdos dos livros ou o que eventualmente foi feito e explicado na aula. Aliás, está quase tudo no caderno ou no livro, é só copiar. Este ritual é para muitas crianças, sobretudo para as mais pequenas, tudo o que elas conhecem como próprio do ato de estudar. De facto, ao confundir-se estudar com este tipo de “trabalhos para casa”, estamos a afastar a hipótese das crianças se familiarizarem com o interesse pelo conhecimento satisfazendo a sua curiosidade natural através da pesquisa. A escolarização é muito importante e por isso mesmo é preciso que o estudo fora da escola seja incentivado a partir do interesse e das culturas das crianças”.

Para questionar a temática TPC: trabalhar em horário pós-laboral, e mostrar a importância de dar à escola o que é da escola e à casa o que é da casa, estaremos no dia 27 na Quinta de Bonjóia.

A autoridade não se impõe, conquista-se

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