terça-feira, 8 de maio de 2018

Atividades na natureza: uma estratégia de Educação Ambiental que contribui para o sucesso escolar Maria José Araújo


Durante a semana e nas horas normais de trabalho dos pais e encarregados de educação, as crianças estão na escola, no ATL ou noutros espaços fechados e muito raramente em espaços de ar livre, em contacto com a natureza. O que isto quer dizer é que nunca saem de ambientes semelhantes, marcadamente organizados em função de pressupostos educativos e sociais que negligenciam e que secundarizam (para não dizer desprezam) os aspetos vitais e lúdicos das crianças. Dado isto, e tendo em conta que os aspetos escolares são centrais na organização diária do seu tempo, torna-se-nos evidente que será necessário inverter a situação, protegendo a liberdade das crianças que têm, em primeiro lugar e sobretudo, de brincar e organizar as suas brincadeiras. As crianças só aprendem porque brincam e a cultura que a natureza pode proporcionar faz delas pessoas mais calmas, mais inteligentes, mais sábias, mais competentes academicamente, mais ativas, mais tolerantes, mais sociáveis...
Todos temos o direito humano a uma relação significativa com a natureza e temos as responsabilidades que vêm com esse direito, quanto mais tecnologia possuímos, de mais natureza necessitamos.
Há muita informação sobre os benefícios das atividades de natureza, de vários pontos de vista: intelectual, emocional, psíquico, social, educativo, cultural, lúdico... Assim, reconhecer que as crianças são “cientistas” inatas, que descobrem os animais, as plantas, o mundo nesse gigantesco laboratório de aprendizagem que a natureza propicia é reconhecer que o sucesso escolar em tudo depende disso.
A exposição ao ambiente natural leva as pessoas a nutrir relacionamentos próximos com outros seres humanos e é essencial para o sucesso de qualquer criança na escola e na vida.

O trabalho das crianças: do «trabalho independente» ao «trabalho por conta de outrem» M Jose Araújo



A entrada para a escola é a entrada para o mundo do trabalho escolar, um mundo com horários muito rígidos, com uma estrutura organizacional tributária da estrutura do mundo produtivo, das formas de divisão do tempo e do trabalho típicas da sociedade industrial. O que habitualmente se designa, simplificadamente, por escola é, na verdade, uma organização complexa e diversificada de contexto para contexto, que continua a mobilizar expetativas coincidentes para muitas famílias, como a da esperança de uma vida melhor, não obstante as formações que disponibiliza já não serem, como foram, garantia de mobilidade social e/ou de emprego. (...)



A importancia do Tempo Livre para as crianças - Revista Diversidades - M José Araújo




As crianças vivem, hoje, a um ritmo muito acelerado. O seu tempo livre é marcado por uma agenda muito preenchida, com muitas atividades organizadas em função da atividade escolar e das ocupações e preocupações dos pais e encarregados de educação, o que torna o usufruto desse tempo, correlativo de liberdade, muito difícil para elas. As crianças olham para o verdadeiro tempo livre como um tempo em que deveriam ter a hipótese de escolher o que fazer (sozinhas ou com os encarregados de educação). Mas não é assim que, na maior parte das vezes, acontece. Ao trabalho escolar, que corresponde ao ofício de aluno, juntam-se as atividades de enriquecimento curricular (AEC)1, os trabalhos para casa (TPC), as atividades no ATL (Atividades de Tempos Livres) e as explicações em centros de estudo, que resultam de ideias feitas sobre a educação, a utilidade do tempo e as atividades, e não do seu usufruto pleno.

EXPOSIÇÃO sobre o Brinquedo e o Brincar



  19 Maio a 31 Julho 2018
Biblioteca de Fânzeres, Gondomar



Abertura ao público
 dia 19  às 18.00h.

A autoridade não se impõe, conquista-se

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