terça-feira, 10 de maio de 2016

Activités de temps libre dans les institutions en charge de l’enfance. Une étude au Portugal



Les Dossiers des Sciences de l’Éducation

 

Activités de temps libre dans les institutions en charge de l’enfance. Une étude au Portugal
Maria José Araújo

Au Portugal, comme dans d’autres pays européens, les activités extrascolaires offertes aux enfants sont très hétérogènes et visent surtout, d’une part, à occuper les enfants pendant leur temps libre et, d’autre part, à leur permettre d’avoir des activités d’expression et artistiques que puissent les aider dans la réussite scolaire. De plus, les parents ont besoin d’un espace où ils puissent « laisser leurs enfants en sécurité ». C’est dans ce contexte que surgit le projet de l’École à Temps Plein. Comme le disent Bourdieu et Passeron (1970) mais aussi Chauveau & Rogovas-Chauveau (1995), un des facteurs essentiels de la réussite scolaire est une répercussion des activités extrascolaires sur le temps scolaire. Ces activités fortement influencées par la famille s’opposent au cadre scolaire relié à l’obligation. La relation que la société entretient avec ces activités ne cesse d’évoluer entrainant de profonds changements dans la vie des enfants. Cependant ces activités de temps libre ne se positionnent pas seulement comme un complément de l’éducation formelle, elles apportent aussi aux enfants des compétences spécifiques qu’ils n’auraient pas pu acquérir dans le cadre des apprentissages formels. Analyser les différentes représentations sociales des parents vise à comprendre quelle valeur les parents donnent aux activités réalisées par leurs enfants. Le concept de représentation sociale permet d’explorer les différentes images, les stéréotypes, les opinions, les croyances et les attitudes relatives aux activités et fournit un cadre intéressant pour la compréhension de la valeur des activités en dehors de la classe (Montandon, 2011).

Cet article propose une réflexion sur les activités informelles et l’institutionnalisation du temps libre des enfants entre six et dix ans au Portugal. Il s’appuie sur une recherche développée dans le cadre des activités de temps libre, et s’interroge sur les activités informelles et l’institutionnalisation du temps libre des enfants.
 

quinta-feira, 5 de maio de 2016

As crianças o tempo livre e as atividades


Quem escolhe as atividades?
 
É importante respeitar o interesse das crianças na hora de escolher as atividades que fazem no seu tempo livre.

"Se são obrigados a fazer tarefas que não querem, então deixa de ser tempo livre para ser tempo não livre: ocupado forçadamente", "se preenchem esse tempo livre com atividades que escolhem e gostam, então é tempo livre ocupado livremente e, em princípio, tudo corre bem". A questão fundamental é "distinguir entre ocupar livremente ou forçadamente um tempo que estava livre". Porque se ocupamos forçosamente elas ficam "irritadas e cansadas".

Na verdade o que se constata é que "a maior parte das crianças não escolhe as atividades que faz". E se não a escolhe, "não a compreende ou não quer fazer, isso significa que não vai aproveitar".  (...)

Revista Pais & Filhos
www.paisefilhos.pt

sábado, 2 de abril de 2016

Presos tem mais tempo livre ao ar livre do quê muitas criancas

IRONIA?


"Presos de uma prisão de alta segurança nos Estados Unidos têm autorização para passarem duas horas no pátio. Por estranho que pareça, é o dobro do tempo que passam ao ar livre os jovens de todo o mundo, entre os 5 e os 12 anos (...)"

Ler em: http://www.dinheirovivo.pt/buzz/libertem-as-criancas-menos-tempo-ao-ar-livre-do-que-um-prisioneiro/#sthash.PcCQH4jd.dpuf

The homework myth by Alfie Konh

After spending most of the day in school, children are typically given additional assignments to be completed at home.  This is a rather curious fact when you stop to think about it, but not as curious as the fact that few people ever stop To think about...

http://www.alfiekohn.org/articles/

TPC para quê? - Jose Soeiro



(...)

A discussão não é nova e em alguns países até deu azo a que pura e simplesmente se proibissem os “trabalhos para casa”. Aconteceu em França, aconteceu em Espanha e aconteceu na Finlândia, tida como um modelo do ponto de vista do sistema de ensino e do sucesso escolar. Nesses países, os TPC foram abolidos para as crianças até aos 11 anos.

http://expresso.sapo.pt/blogues/jose-soeiro/2016-04-01-TPC-para-que-

Teacher live the kids alone 😉

Como só o Pink Floyd


https://m.youtube.com/watch?v=7iITFrcNLcA

domingo, 27 de março de 2016

TPC nas Férias?



Este Domingo as crianças tiveram a ajuda  da Clara Viana -jornal Público
Numa reportagem fiel ao que nos diz a realidade vivida por muitas criancas , esta reportagem ajuda  os pais a pensar neste assunto e talvez ajude todos nós a saber respeitar o direito às férias

Ver:
https://www.publico.pt/sociedade/noticia/quando-os-tpc-se-transformam-num-pesadelo-e-transformam-as-ferias-numa-miragem-1727267


Os TPC : contra ou a favor?


Não se trata de estar contra ou a favor dos Trabalhos Escolares em Casa ou no ATL  ou mesmo na Escola

- Trata-se de compreender qual o objetivo dos trabalhos escolares depois das aulas - fora da sala de aula;
- Trata-se de compreender a questão do ponto de vista das crianças no seu papel de alunas;
- Trata-se de respeitar os seus direitos.
- Trata-se ainda de lhes transmitir uma mensagem essencial: É bom andar na Escola porque é bom saber. 
Os TPC dão às crianças uma informação contraria a esta. 
Os TPC tal como os conhecemos (copias, contas e fichas) fazem com que as crianças olhem a Escola como SECA.
É isso que queremos?

Por outro lado, Fazer TPC - prescritos pelos professores é o mesmo que estudar?
Para as crianças que estão a frequentar o lº ciclo do Ensino Básico não é a mesma coisa
Estudar é querer saber mais. Isso é bom e ajuda a construir um conhecimento sobre o mundo. Obviamente que querer saber mais é conseguir ser mais competente também na Escola

Fazer TPC é fazer o que manda o / a professora.
Portanto há uma diferença muito grande. 
Não tem nenhum estímulo, é quase sempre mera repetição de tarefas iguais às que se fizeram na sala de aula

Nao estará na altura de cortar com esta rotina?

quarta-feira, 16 de março de 2016

Colóquio Internacional: Crianças Cidade e Cidadania

Dias 17 e 18 - Centro Cultural Vila Flor - Guimarães



(...) A vida das crianças nas cidades é afetada pela organização dos espaços urbanos, pelas condições de mobilidade, pelas oportunidades constituídas no âmbito da satisfação de necessidades e de direitos, nomeadamente nos âmbitos da educação, da proteção contra o perigo, do lazer, da saúde, etc., pela oferta cultural específica para a população mais jovem. Desde logo, as pessoas que se situam no intervalo entre os 0 e os 18 anos de idade constituem o único segmento populacional que não tem o direito formal de se pronunciar sobre as opções que se oferecem à vida em comum no espaço urbano, nomeadamente pelo facto de não terem competências eleitorais ativas e passivas, por não serem reconhecidas como interlocutores legítimos nos fóruns de participação coletiva (Assembleias Municipais e Assembleias de Freguesia, por exemplo) e, com raras exceções, por não serem mobilizadas no âmbito do exercício da democracia participativa em espaço local (...)

todo o texto aqui:http://www.adcl.org.pt/ciccc/

Programa: http://www.adcl.org.pt/ciccc/programa.php

http://adcl.org.pt/ccij/

sábado, 20 de fevereiro de 2016

ESCOLA A TEMPO INTEIRO PORQUE E PARA QUEM?


http://www.dn.pt/sociedade/interior/mais-tempo-com-a-familia-em-vez-de-mais-tempo-na-escola-5038385.html

Mais tempo na escola ou mais tempo na família ?
A questão parece mal colocada.

Estamos a falar de que crianças e de que famílias?
É difícil organizar o trabalho e as obrigações laborais em função dos filhos. Sobretudo numa altura em que o emprego é um dos problemas das famílias.
Mesmo que se possa e deva considerar a possibilidade de um incentivo aos pais para terem mais filhos. E para, se quiserem, estar mais tempo com eles.


Não se trata de mais tempo trata-se de perceber como podemos melhorar a qualidade de vida das crianças que precisam estar acompanhadas  enquanto os pais trabalham.
Ou das crianças que não tem familiares que possam permanecer com elas em casa, ou andar com elas de um lado para o outro nas suas diferentes atividades, entre outras questões.

A questão também não parece ser estar mais  ou menos tempo escola. 
As crianças e os jovens podem estar mais tempo no espaço físico da escola desde que haja condições que permitam um usufruto que respeite os seus direitos ao tempo livre para descansar, brincar, jogar e sociabilizar com o seu grupo de pares e os adultos.
 Ou para fazer outras coisas que respeitem o seu direito de escolha.

Há muitos anos que a investigação mostra as vantagens do jogo e da brincadeira para a construção de conhecimento mas ninguém liga;
Há muito que se investiga sobre o tempo livre e a relação que os jovens tem com as atividades que gostam de fazer nesse tempo, mas ninguém liga;
Há muito que se sabe, porque a investigação também o vai mostrando,  que as crianças se devem desenvolver em contacto com a natureza, correr saltar etc e isso pode ser feito no espaço da escola  mas ninguém liga.

Estar mais ou menos tempo na escola depois da atividade letiva não tem nenhum problema
O problema é estar muito tempo num mesmo espaço a fazer sempre a mesma coisa( sempre atividades dirigidas e pensadas por outros).

A grande questão que se coloca e que não parece estar a ser discutida é como aproveitar os espaços públicos ( a escola é um deles) em função dos interesses dos jovens e das crianças quando acaba o período letivo e os pais ainda estão a trabalhar.

Esta discussão tem de ser feita em função dos interesses das crianças e jovens e não em função das ocupações laborais (ou outras) dos pais.


Se é para corresponder a necessidades sociais e educativas então tem de ser pensado, Tem de ser uma discussão séria e que envolva os seus principais interessados.

Na verdade, uma das preocupações do Ministério da Educação parece ser proporcionar aos jovens um tempo na escola com mais qualidade do que o que teriam se não ficassem lá.
Para isso é preciso perceber várias coisas que não tem estado em discussão:
Que jovens, que crianças frequentam hoje o espaço da escola, que contextos de origem, culturas etc
Que direitos têm, nomeadamente ao usufruto do tempo livre
Que recursos tem as escolas
Quem organiza com os jovens, as atividades que podem fazer







A autoridade não se impõe, conquista-se

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