quarta-feira, 8 de maio de 2019

Saídos da Caixa

 
 
SAÍDOS DA CAIXA
A importância da atividade lúdica na formação de educadores/as
 

Maria José Araújo; Cátia Aguiar; Fábio Dias; Inês Oliveira 
e  Estudantes do CTeSP Acompanhamento de Crianças e Jovens
Escola Superior de Educação P. Porto

 
 
A cultura lúdica, como qualquer cultura, é produto de interações humanas e, assim, o conjunto de procedimentos que tornam o jogo e o brincar possíveis são fundamentais para o equilíbrio pessoal, emocional, cultural e social de qualquer ser humano. Na formação de educadores/as, que irão trabalhar com crianças e por elas serão responsáveis, a metodologia lúdica facilita a construção de conhecimento e permite uma conscientização do processo de desenvolvimento de atividades apropriadas às crianças e jovens a partir das experiências pessoais e coletivas. Nesta comunicação, apresentaremos o trabalho desenvolvido com os/as estudantes de um Curso Técnico Superior Profissional de Acompanhamento de Crianças e Jovens, baseado numa abordagem dinâmica em sala de aula, propiciadora de um conhecimento mais profundo e fundamentado, através da exploração ativa de desafios e problemas do mundo real. Os/as estudantes foram incentivados a debater os conteúdos programáticos utilizando diferentes recursos didático-pedagógicos que mostrassem os desafios que lhes são colocados, procurando semelhanças com o que já sabem e integrando as suas capacidades para pensar, agir e sentir através do jogo lúdico. A partir do debate de ideias encontraram modalidades de trabalho lúdico-pedagógico que contrariam a aprendizagem reprodutiva inibidora da sua participação e envolvimento. O trabalho desenvolvido mostra que as possibilidades da metodologia lúdica, como princípio formativo nas práticas pedagógicas em sala de aula, podem ampliar a compreensão epistemológica do processo de ensino e de aprendizagem criando, ainda, implicação e espírito crítico essencial à sua (s) atividade (s) profissionais no futuro.
Palavras chave: Metodologia lúdica, jogo, formação, atividade profissional.

Foorum Interno do IPP 2019


 


Forum Interno IPP 2019

MAIO 9 e 10

Local ISEP  - Rua S. Tomé - Porto


Objetivo: "Refletir sobre a preparação pedagógica dos docentes Conhecer as ferramentas digitais de suporte à atividade letiva Conhecer projetos inovadores e de boas práticas Debater a relação entre o ensino a aprendizagem e a investigação"

Fórum Interno IPP 2019

livro de resumos do forum IPP2019

 
Programa
 

quinta-feira, 4 de abril de 2019

INW2019 Conference / International Week



The INW2019, an international scientific joint event organized by Politécnico do Porto – Escola Superior de Educação (International Relations Office) and inED – Centre for Research and Innovation in Education, will bring together teachers, researchers and staff working in the field of Education to share, discuss, reflect on and develop their ideas on topics related to Networking in Education.

All Programm 

9th APRIL 2019  at 9.15h
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by Maria José Araújo

You are all invited.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

InfantiCidades


InfantiCidades - Pelo Direito a Brincar


É preciso brincar-se com as palavras.
Infanticidades resulta de uma brincadeira, de um desejo de criar um espaço linguístico comum entre infâncias e cidades, um tempo comum entre criança e urbe, um espaço partilhado entre infância e civilidade
Ora para brincar é preciso saber que brincamos, pelo que a primeira questão a garantir está em sondar o alvo da brincadeira. E ele é claro: há uma distância e um
desequilíbrio entre a criança e a cidade, como se vivessem de costas voltadas, uma ao abrigo e a destempo da outra, uma sem a outra. E é preciso juntá-las.

Toda a cidade exige infanticidade.



e-book:

'A a lógica da educação não é a do mercado'

'A escola não pode ser uma empresa porque a lógica da educação não é a do mercado' 

Nuccio Ordine - Revista Prosa Verso e Arte

 
(...)
Hoje as escolas e as universidades preparam os alunos para seguirem uma especialização e isso é muito perigoso. Estas devem proporcionar uma cultura geral. Einstein já dizia que a especialização mata a curiosidade e esta está na base do avanço da ciência e da tecnologia. Por exemplo, a actual directora do CERN [o laboratório europeu de física de partículas] é uma italiana [Fabiola Gianotti] que fez estudos clássicos no liceu, aprendeu piano durante dez anos, mas é uma grande física. Os maiores arquitectos italianos, como Renzo Piano, fizeram estudos clássicos. Portanto é preciso ter uma cultura geral de base (...).
Contesto a ideia de que as universidades sejam empresas. A nossa missão não deve ser vender diplomas que os estudantes compram. Isso é uma enorme corrupção. A escola não pode ser uma empresa porque a lógica da educação não é a do mercado. O princípio da educação é aprender a ser melhor, para si mesmo e não para o mercado. O que vemos na City em Londres [no centro financeiro britânico] são pessoas com elasticidade mental, pessoas que vêm dos estudos clássicos ou da filosofia porque compreendem melhor o mundo do que os especialistas em economia ou programação
 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

"O mundo que os adultos não enxergam "



 “Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças”
de Javier Naranjo

Um dicionário com mais de 500 definições para 133 palavras, de A a Z, feito por crianças.
Naranjo compilou informações durante dez anos enquanto trabalhava com as crianças em sala de aula.

Entre outras definições destacam-se:


Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma (Andrés Felipe Bedoya, 8 anos)
Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo (Maryluz Arbeláez, 9 anos)
Água: Transparência que se pode tomar (Tatiana Ramírez, 7 anos)
Branco: O branco é uma cor que não pinta (Jonathan Ramírez, 11 anos)
Camponês: um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos (Luis Alberto Ortiz, 8 anos)
Céu: De onde sai o dia (Duván Arnulfo Arango, 8 anos)
Colômbia: É uma partida de futebol (Diego Giraldo, 8 anos)
Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos (Ana María Noreña, 12 anos)
Deus: É o amor com cabelo grande e poderes (Ana Milena Hurtado, 5 anos)
Escuridão: É como o frescor da noite (Ana Cristina Henao, 8 anos)
Guerra:Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz (Juan Carlos Mejía, 11 anos)
Inveja: Atirar pedras nos amigos (Alejandro Tobón, 7 anos)
Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos)
Lua: É o que nos dá a noite (Leidy Johanna García, 8 anos)
Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)
Paz: Quando a pessoa se perdoa (Juan Camilo Hurtado, 8 anos)
Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos)
Solidão: Tristeza que dá na pessoa às vezes (Iván Darío López, 10 anos)
Tempo: Coisa que passa para lembrar (Jorge Armando, 8 anos)
Universo: Casa das estrelas (Carlos Gómez, 12 anos)
Violência: Parte ruim da paz (Sara Martínez, 7 anos)

Fonte : André Fantin

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Que as crianças brinquem! - Documentário de Michael Moore


A Finlândia e o seu sistema educativo

Neste belo documentário Michael Moore mostra como a educação pode e deve ser para todos.

A questão não é comparar sistemas educativos nem querer que o mesmo seja importado para Portugal, porque isso é impossível. Teríamos de importar o país (pais, professores, ministros, clima etc)...

A grande questão que levanta este documentário é a questão pedagógica do respeito pelos interesses e possibilidades de cada criança, pela forma como crescem e ainda, compreender que  a educação não tem preço.

Na Finlândia não é permitido criar escolas com objetivo de ter lucro.
Educação para todos, com todos, investindo no benefício de todos/as.
Os pais com mais possibilidades tem de investir no sistema público, se querem que os seus filhos tenham uma boa educação/educação escolar.

Um principio que sim ... pode ser importado.

O documentário acaba com uma ideia muito forte que também pode ser importada: Que as crianças brinquem!





domingo, 7 de outubro de 2018

As crianças têm nos centros urbanos, direitos muito limitados.

De acordo com Tim Gill os espaços de brincar ao ar livre estão vedados a muitas crianças. O autor considera que a ansiedade dos pais sobre os lugares em que as crianças crescem e brincam se deve ao facto de os percecionarem como inseguros, o que não ajuda as crianças a perceberem e encontrarem os seus limites. É necessário que os pais ensinem os seus filhos a gerir as situações de risco como forma de garantir que as crianças percebem e controlam as suas ações nos diferentes locais de que podem usufruir (Araújo, 2012).

Como podemos querer que as crianças cresçam sentindo a cidade, ter confiança na cidade se passam a maior parte do tempo dentro de espaços fechados?


Nós não vemos as crianças na cidade ...

as crianças têm de aprender a viver na cidade, ao ar livre, aprender a conviver no espaço da cidade ...

entrevista em:
A cidade e sua natureza para as crianças 

sábado, 22 de setembro de 2018

20 anos a investigar, ensinar, pensar, tocar e ouvir música na escola e fora dela.

13 de Outubro 
Escola Superior de Educação do Porto



A escolarização tem tido como prioridade o ensino da leitura, centrada na produção escrita e na comunicação oral, e a aquisição de competências básicas na matemática. As áreas de expressão e educação artística são, muitas vezes, relegadas para o trabalho nos horários pós-escolares, desenvolvem-se sobretudo fora do tempo escolar nas AEC (actividades de enriquecimento curricular) ou através das iniciativas culturais privadas que se multiplicam sem um plano sistemático, reflexivo, que permita uma organização em função dos interesses das crianças. Muitas vezes, esses apoios evidenciam um esforço de propagação de uma cultura para educar e nem sempre a possibilidade de acesso a experiências significativas que propiciem o desenvolvimento expressivo das crianças.
A educação e expressão artística não podem ser reféns da fórmula escolar, pelo que o debate sobre o lugar da música e educação musical é essencial. 

MANTLE OF EXPERT



Pensar como ser melhor professor/a todos os dias

Dia 25 Setembro 


A autoridade não se impõe, conquista-se

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