quinta-feira, 22 de março de 2018

Pre-school numeracy play as a predictor of children’s attitudes towards mathematics at age 10

by Clerkin, A. & Gillian, K.

Numeracy activities in early childhood have been linked to children’s mathematical performance in subsequent years. However, few studies have examined associations between early numeracy play and children’s subsequent attitudes towards mathematics. This study draws on the Trends in International Mathematics and Science Study (TIMSS) 2011 assessment to provide a retrospective snapshot of pre-school numeracy play reported by the parents of 10-year-old children (N = 4560). Most children were found to have engaged frequently in some form of early numeracy activity. However, children from lower socioeconomic backgrounds had less regular engagement with numeracy play, while spatial play (e.g. building blocks) was less common among girls. The extent to which children engaged in pre-school numeracy play was significantly associated with greater confidence and (for children from higher socioeconomic backgrounds) liking of mathematics at age 10, controlling for other factors. The results highlight socioeconomic and gendered differences in children’s early activities about which policy-makers, educators and parents should be aware. They also suggest the potential role of numeracy play in fostering positive attitudes towards mathematics, which should be considered amid efforts to increase participation in science, technology, engineering and maths domains.

http://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/1476718X18762238

6 e 7 de abril de 2018 - Local: ESE-IPP


SEMINÁRIO
O futuro da educação e dos educadores-professores
Iniciativa da Rede para o Desenvolvimento de Novos Paradigmas da Educação em parceria com a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto e com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

domingo, 18 de fevereiro de 2018

9º Encontro na Diferença "Pela Estrada Fora eu vou"



A CERCILEI - Cooperativa de Ensino e Reabilitação de Crianças Inadaptadas de Leiria é uma instituição de solidariedade social que, para além da sua missão, promove e organiza, desde 1996, formações científico-pedagógicas no Concelho de Leiria, procurando ir ao encontro das necessidades de técnicos, pais, encarregados de educação e outros profissionais.

Informações:

Programa disponível em www.cercilei.pt
Valor da ação: 17€
Telef: 244 850 970/965


Programa
http://www.fenacerci.pt/wp-content/uploads/2018/01/Programa_9encontro.pdf

MATEMÁTICA NO 1o CICLO – “O QUE NÓS ANDÁMOS PARA AQUI CHEGAR!” - Manuel Rangel


Aparentando, por vezes, tratar-se de uma questão universal, de absoluto consenso, quase indiscutível, nada há de mais ideológico que esta questão dos “essenciais” (do que é essencial) em Educação.
Porque, se é certo que estes vão, ou podem ir, buscar os seus fundamentos à natureza humana, à natureza da criança a educar, os essenciaisdependem no fundamental do projeto que temos para esse ser humano, individual e coletivamente considerado e, consequentemente, do projeto de sociedade que vislumbramos alcançar.
Tomemos como exemplo a fórmula mais conhecida que perdurou do pensamento de Salazar relativamente à educação. Repetida centenas de milhares de vezes, a fórmula dos “essenciais” de Salazar – “ler, escrever e contar” – resume o seu projeto educativo total, clarificado e especificado, aliás, por ele próprio, para que dúvidas não restassem, de que “ao povo basta saber ler, escrever e contar; para pensar estamos cá nós!

http://www.fep.porto.ucp.pt/sites/default/files/files/FEP/SAME/docs/Intervencao_UC_MATEMATICA_NO_1_CICLO_fev14.pdf

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Escolarização em debate: rankings e escola pública


O debate público acerca da educação tem marcado posição no espaço público da comunicação social justamente através da interpelação do papel da Escola. No contexto desse debate afirma-se o pressuposto de que o que se entende por educação se confina aos processos de escolarização e que, por outro lado, há uma verdade única e absoluta sobre o projeto de escola que é "melhor para todos".
Mas a educação compreende muito mais processos e experiências que aquelas que são vividas na escola e durante a escolarização. Adicionalmente, e contrariando qualquer ideia de homogeneidade no que concerne à oferta escolar, não há uma escola, isto é, um percurso escolar uniformizado e homogéneo, padronizado, mas antes muitas "escolas" e, por conseguinte, uma enorme diversidade de projetos e de protagonistas que produzem e se vêem continuamente confrontados com discursos, tantas vezes difusos, em que se entrecruzam conceitos, vontades, sentimentos e projetos de vida. 
Falar de escola (pública, universal), em nome de todos, implica atender à grande pluralidade dos espaços sociais e das variações culturais inerentes, observando-os nas suas específicas articulações com dimensões sociais, culturais e geográficas mais amplas. Pressupõe analisar as práticas sociais e as representações que professores, pais e alunos têm dos locais que frequentam, tendo em conta as condições de produção cultural dessas representações e práticas. 
O que habitualmente se designa, simplificadamente, por escola é, na verdade, uma entidade abstrata, mas uma entidade abstrata que continua a mobilizar expectativas coincidentes para muitas famílias, como a da esperança de uma vida melhor, não obstante as formações que disponibiliza já não garantirem mobilidade social e/ ou emprego. 

Assim, os olhares externos que incidem sobre o meio escolar têm de pautar-se por perspetivas e procedimentos éticos que não ponham em causa dimensões essenciais da vida interna e privada da instituição, que não ponham em causa a vida das pessoas (com ideias feitas e comentários descontextualizados), mas que constituam uma mais-valia e uma possibilidade de ajudar a inventar o quotidiano. 

Porque vão as crianças para a escola?
Para aprender colaborativamente, trocar informação, aprender o que muitos pais e encarregados de educação não sabem, não podem e não tem possibilidade de ensinar ou fazer aprender.
Vão à escola que é a organização que foi criada para dar oportunidades a todos de aprender,  aprender com outras crianças e adultos que se formaram para isso.

Comparar escola e resultados escolares (classificações), e justificar as classificações com os percursos e dificuldades dos pais e encarregados de educação é não compreender o papel da escola publica. Seguramente as crianças e jovens não vão para a escola para ouvirem dizer publicamente que não tem sucesso porque as suas famílias não as ensinam! Porque na verdade, é justamente porque as famílias não tem as competências, os meios, as possibilidades de ensinar que a escola foi criada.
Claro que o ideal é que neste processo de aprendizagem haja colaboração entre todos os agentes educativos (pais, professores, encarregados de educação etc) que juntamente com os alunos ajudem a pensar a melhor maneira de todos cumprirem o seu papel. E, sobretudo que a escola possa ajudar muitas crianças (pessoas) a ter uma vida melhor. 

Melhor porquê?
Porque  mais conhecimento e mais formação permite escolher a vida em vez de ser por ela escolhido/a.

Dizer que os alunos/as não tem sucesso escolar porque os pais/EE são oriundos de classes sociais desfavorecidas e não trabalham conteúdos escolares em casa, é dizer que a escola foi criada para alunos cujos pais/EE são oriundos de classes sociais favorecidas?

Não me parece que o possamos fazer.

Então estará na altura de arranjar outra explicação para a dificuldade de conseguir que todas as crianças e jovens tenham sucesso escolar. Porque dizer que as crianças que vem de meios sócio-económicos desfavorecidos não tem sucesso na escola porque as famílias não as educam e não tratam de fazer o seu papel é não compreender a razão para que foi criada esta fantástica organização que é: a escola!!

E, é também dizer que na(s) escola(s) os diferentes agentes educativos não sabem fazer o seu papel. E, isso também não é verdade. Porque todos os dias todos nós, professores trabalhamos imenso para que os alunos compreendam o beneficio que é ter uma instituição que se preocupa com o seu percurso escolar e de vida!

E então como se faz?
Fazendo!!

domingo, 7 de janeiro de 2018

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Como não desesperar com os TPC em tempo de férias

Noticia no Jornal "Público"
Por Susana Pereira

(...)
 É “tudo uma questão de bom senso”. Se os adultos descansam nas férias, por que é que as crianças não podem fazer o mesmo?
 “É preciso prestar atenção aos exemplos que damos às crianças”, elucida a especialista para quem é ponto assente de que "as férias são para descansar, brincar e criar bem-estar!"

"Enquanto não se perceber isto andaremos todos a prestar um mau serviço às crianças”, realça a investigadora, acrescentando que a Convenção sobre os Direitos das Crianças, aprovada em 1989 pela ONU, estipula que elas têm “direito ao repouso, a tempos livres, a participar em jogos e actividades recreativas próprias da sua idade e a participar livremente na vida cultural e artística”. Araújo lamenta: “É sempre a condição de aluno a sobrepor-se à de criança."

Toda a noticia:
https://www.publico.pt/2017/12/17/culto/noticia/como-nao-desesperar-com-os-tpc-em-tempo-de-ferias-1796289

O Brincaleituras em notícia no Público



(...)

Mudar de paradigma e de práticas pedagógicas

"O desenvolvimento da literacia, através do jogo e do brincar começa muito antes da criança entrar para a escola e, nesse sentido, essa experiência deve ser continuada e valorizada", propõe Maria José Araújo. Para isso, é preciso "sair do esquema de aulas master dixit, do 'temos de cumprir o programa', do medo dos exames", desafia Dulce Gonçalves.


Toda a notícia por Bárbara Wong

https://www.publico.pt/2017/12/12/culto/noticia/a-brincar-a-brincar-tambem-se-aprende-a-ler-1795583

domingo, 3 de dezembro de 2017

BRINCALEITURAS - A sabedoria do jogar na leitura e no brincar



7 Dezembro -  no Porto às 18h .
auditório 



Conferências

Jogar & Aprender. Se for difícil, desisto; se for desafio, insisto!
Maria Dulce Gonçalves  - FPUL

Anda brincar connosco. A aprendizagem lúdica levada muito a sério!
Maria José Araújo - ESE-IPP



As crianças aprendem, cada vez mais cedo, a ler e a escrever, observando e interagindo com os adultos e com outras crianças, em aprendizagens focadas em rotinas, histórias e atividades sociais diferenciadas. O uso de diferentes formas de grafismo e registo criativo permitem às crianças a possibilidade de usufruir de uma aprendizagem pela descoberta.
O desenvolvimento da literacia, através do jogo e do brincar começa muito antes da criança entrar para a escola e, nesse sentido, essa experiência deve ser continuada e valorizada. As crianças têm interesses muito diferentes e também níveis de conhecimento muito diversos acerca da literacia, pois cada família e cada instituição têm também diferentes formas e recursos para as incentivar.
Neste workshop e seminário iremos debater estas preocupações e interesses.





12 Dezembro  em Lisboa
Anfiteatro Prof Ferreira Marques - FP - UL 

sábado, 23 de setembro de 2017

Não fui feita para fazer Trabalhos de Casa!!







Podemos estar aqui perante várias situações: trabalho quotidiano em casa: lavar, passar a ferro etc. Mas esta frase remete-nos, quase de imediato, para a problemática do TPC.

Um dos problemas dos TPC (Homework) é que dá a ideia de que qualquer pessoa pode ensinar. Não é verdade! Por isso se marcam tarefas.
Não é qualquer pessoa que ensina a estudar, porque não é fácil e exige formação e competências específicas nos conteúdos a ensinar. Exige conhecer as crianças e os jovens, as suas culturas, mas também vontade de os entender, disponibilidade para ouvir e para compreender o modo como ele e elas aprendem e valorizam o que aprendem.

Os «trabalhos de casa» têm estado presentes em todos os ambientes familiares independentemente do seu contexto social e cultural. No entanto, não têm o mesmo tipo de consequências, positivas ou negativas, em todas as crianças. Os TPC, enquanto prática institucionalizada representam para a maioria das crianças uma sobrecarga de trabalho num tempo que deveria ser para brincar. A escola tem objectivos curriculares, mas as crianças também têm objectivos e expectativas que têm sido ignorados. Neste sentido, o trabalho escolar deve ser feito na escola.

Muitos pais e professores acham que se elas trabalharem muito fora do período escolar vão ter mais sucesso na escola. Mas a realidade não é tão linear. Na maior parte das vezes, fica por alcançar o idealizado. Ou pode, ter lugar um efeito contrário ao pretendido.
Normalmente tem!

A autoridade não se impõe, conquista-se

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