Foi com pesar que mestre Juvenal nos foi dizendo que as crianças, hoje, abandonam a terra em busca de uma vida melhor. Mas abandonando a terra poderiam encontrar na escola uma forma de continuar a arte.
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M Jose Araujo
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As brincadeiras, portadoras de tradições e costumes culturais de significado intangível, são expressões culturais reconhecidas pela Unesco como património comum da humanidade. Mesmo assim, o brincar e as brincadeiras enquanto manifestações colectivas, em que a criança desenvolve relações sociais com o seu grupo de pares e com os adultos, apelando à memória colectiva, nem sempre são incentivadas e respeitadas. Por um lado, o significado de brincar como essencial para o diálogo intercultural e tónico para a vida das crianças não tem sido compreendido como acto “sério”, e por outro, o tempo e o espaço para brincar tem vindo a diminuir, criando constrangimentos diversos que merecem a nossa atenção.
As culturas da infância, enquanto conjunto de conhecimentos e comportamentos próprios de uma geração, são indispensáveis para a construção da identidade das crianças.
É por isso urgente que se valorizem!
É por isso urgente que se respeitem os espaços de brincar !
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M Jose Araujo
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Esta semana pelo menos dois assuntos de relevo, ligados ao trabalho, merecem a nossa atençao.
O debate sobre o emprego e a remuneracao
A greve dos funcionários nao docentes
Sobre o primeiro topico vale a pena ler o texto de Sandra Monteiro, publicado no "Le Monde Diplomatique"
" Não há nada como a discussão sobre o trabalho para tornar claro que o conflito social e a luta de classes estão bem vivos, mesmo (ou sobretudo) depois de décadas de proclamação neoliberal de um suposto advento da sociedade do consenso e da globalização feliz. O debate sobre questões laborais mostra que não estamos todos no mesmo barco nem remamos todos no mesmo sentido. Há políticas que prejudicam toda a gente, e sabemos que as mais igualitárias e universais são as que constroem sociedades que funcionam melhor para todos. Mas há também interesses divergentes, em conflito, cuja resultante depende muito da correlação de forças entre os mais e os menos poderosos.
(...)"
http://pt.mondediplo.com/spip.php?article1158
Sobre a greve dos funcionários nao docentes vale a Pena dizer que se trata de um assunto muito complexo. Independentemente das diferentes razoes apontadas para a greve a verdade é que sao pessoas que, quase sempre, estao "invisiveis" nas escolas. Sao estes funcionários que tem de estar sempre disponiveis para os organs de Gestao, para as diferentes instutuicoes que interagency com a comunidades escolar, para pais e encarregados de educacao, para as criancas e Jovens no seu papel de alunos, para os professores e colegas ....
O papel imprescindivel destas pessoas nem sempre é reconhecido.
Sao educadores e educadoras que diariamente distribuem afetos, fazem mediacao de conflitos ....
. Pouco podem dizer e escutam muito ...
Está portanto na altura de alguém os escutar !!!
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As crianças são muito competentes a entreterem-se a si próprias. Vemos isso quando elas brincam sozinhas ou em grupo. Decidem as suas brincadeiras e fazem descobertas nessa relação com os objetos e com os/as amigas. E neste sentido aprendem muito.
Quando são os adultos a organizar as atividades para as entreter elas nem sempre aderem.
Se não aderem não aproveitam.
Na verdade, hoje, as crianças passam muito tempo - muitas horas por dia - em espaços fechados. Na escola, no ATL ou noutros sítios - espaços muitas vezes exíguos e com programas e atividades muito estruturadas deixando pouco espaço de escolha e exploração para a criança.
Uma atividade que é pensada somente para entreter tem esse efeito: entreter!
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Bem-vindos à nova era, a das crianças que não têm tempo para brincar. E a dos adultos obcecados por ocupar-lhes os dias.
Por Luciana Leiderfarb
Quando é que o brincar livremente se tornou a atividade mais rara, menos praticada, na vida das crianças? E quando é que este quadro negro passou a ser encarado como normal?
Toda a noticia:
http://expresso.sapo.pt/sociedade/2016-11-19-O-tempo-dos-pequenos-prisioneiros
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M Jose Araujo
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Declarações destas nao se fazem todos os dias.
O secretário de Estado da Educação afirmar ... é bom!!
“O direito à brincadeira aparece como um direito fundamental. Temos o dever de garantir este direito.” As palavras são de João Costa, secretário de Estado da Educação, que se referia à Convenção dos Direitos da Criança que põe no mesmo plano direitos como a segurança, a educação e a não-discriminação.
As declarações foram proferidas na abertura do encontro promovido esta quinta-feira pela Fundação Ikea, para apresentação de uma iniciativa da marca sueca, o Movimento Direito a Brincar. No Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, foram apresentados alguns dados sobre a importância do jogo livre para o desenvolvimento completo das crianças.
Toda a noticia
http://www.delas.pt/secretario-de-estado-da-educacao-afirma-brincar-e-bom/
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Fará sentido que, na sociedade contemporânea, as crianças trabalhem mais do que as 40 horas que achamos razoáveis para os adultos? Fará sentido prolongar de tal modo as suas ocupações que não lhes deixamos tempo para brincar e descansar? Será que temos o direito de ocupar e condicionar o tempo livre das crianças depois de um dia de Escola? Além destas perguntas primordiais, às quais se procura responder neste livro, muitas outras se colocam, hoje, aos pais e encarregados de educação, professores e educadores.