Educar é muito mais do que ensinar ?
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sábado, 14 de novembro de 2015
Educação proibida
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M Jose Araujo
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04:28
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sábado, 7 de novembro de 2015
O que terá o código penal a ver com o excesso de trabalho repetitivo? ou seja com os TPC?
CÓDIGO PENAL
(…)
Artigo 152º
(Maus tratos e infracção de regras de segurança)
1— Quem, tendo ao seu cuidado, à sua guarda, sob a responsabilidade da
sua
direcção ou educação, ou a trabalhar ao seu serviço, pessoa menor ou
particularmente indefesa, em razão de idade, deficiência, doença ou
gravidez,
e:
a) Lhe infligir maus tratos físicos ou psíquicos ou a tratar cruelmente;
b) A empregar em actividades perigosas, desumanas ou proibidas; ou
c) A sobrecarregar
com trabalhos excessivos;
é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos, se o facto não for punível
pelo
artigo 144º.
2—A mesma pena é aplicável a quem infligir ao cônjuge, ou a quem com ele
conviver em condições análogas às dos cônjuges, maus tratos físicos ou
psíquicos.
3—A mesma pena é também aplicável a quem infligir a progenitor de
descendente comum em 1.o grau maus tratos físicos ou psíquicos.
4—A mesma pena é aplicável a quem, não observando disposições legais ou
regulamentares, sujeitar trabalhador a perigo para a vida ou perigo de grave
ofensa para o corpo ou a saúde.
5—Se dos factos previstos nos números anteriores resultar:
a) Ofensa à integridade física grave, o agente é punido com pena de
prisão de
2 a 8 anos;
b) A morte, o agente é punido com pena de prisão de 3 a 10 anos.
6—Nos casos de maus tratos previstos nos n.os 2 e 3 do presente artigo,
ao
arguido pode ser aplicada a pena acessória de proibição de contacto com
a
vítima,
incluindo a de afastamento da residência desta, pelo período máximo de
dois
anos.
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M Jose Araujo
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04:12
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terça-feira, 27 de outubro de 2015
Podem os educadores tirar o recreio a uma criança na escola?
O recreio na escola é um espaço importante enquanto descanso das aulas mas não pode ser
percepcionado somente como espaço para pausa pois, para as crianças, representa
a possibilidade de interagirem umas com as outras, de construírem e
reconstruírem as suas formas de cultura lúdica.
Os investigadores que
participam em congressos e seminários sabem que é assim, já que a sua própria
experiência lhes demonstra a importância das relações que se estabelecem, da
interacção e das trocas de experiências e de opiniões que se efectuam
precisamente durante os intervalos daqueles eventos, e que constituem momentos
muitas vezes tão ou mais importantes para o nosso trabalho do que as sessões
formais em que ouvimos as comunicações. Todos sabemos que os nossos intervalos
não são meras pausas. Por que haveriam de ser os intervalos meras pausas para as crianças?
A criança constrói a sua cultura brincando, e o
conjunto dessa sua experiência é adquirido pela participação nos jogos e nas
brincadeiras com os colegas, olhando para os mais velhos. Substituir o recreio
por actividades organizadas não ajuda à
interação entre os grupos de crianças, tão essencial por motivos sociais e
cognitivos.
Os educadores sabem que brincar é importante para as crianças e sabem que o recreio é um direito previsto na lei. Se queremos crianças que respeitam a escola e as atividades escolares temos que começar por respeitar os seus direitos.
Assim, aos pais que me colocaram a questão:
O que fazer quando o meu filho fica a fazer TPC na hora do recreio?
O que fazer quando o meu filho fica a fazer TPC na hora do recreio?
A resposta é simples: perguntar ao professor se gostaria de ficar sem a pausa dele.
Talvez seja útil, também, perceber que fazer TPC não pode ser castigo. Ou queremos que as crianças pensem que fazer trabalho escolar é um castigo?
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M Jose Araujo
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sábado, 24 de outubro de 2015
CORRER POR PRAZER
CORRER POR PRAZER
Práticas de lazer no tempo livre das crianças e jovens
Maria José Araújo
Escola Superior de
Educação - Instituto Politécnico do Porto - Portugal
XI Seminário Internacional de Educação Física, Lazer e Saúde
Enquanto fenómeno
central da nossa civilização, o lazer no tempo livre não se reduz ao tempo
libertado pelo progresso económico e pela reivindicação social; é também
criação histórica, fruto da mudança, do controlo económico, institucional e da
vontade individual, com implicações a vários níveis. No que respeita às
crianças e jovens, as atividades de tempo livre têm vindo a ser
institucionalizadas e o lazer sujeito a
uma certa rotinarização que as "indústrias de lazer" ajudam a
banalizar e massificar.
Dançar, jogar, correr e
saltar, assim como outras modalidades de exercício físico, no clube ou na
escola, fazem parte de um variado leque de opções quotidianas que preenchem os
tempos livres das crianças e jovens. São atividades que implicam movimento, que
se destacam das atividades formais que eles praticam no seu ofício de aluno/a e
são as de que eles mais gostam. Estamos, como refere Machado Pais, perante uma
nova ética do lazer que torna a vida numa aventura. Uma aventura que colhe
aceitação, quase plena, nas gerações mais jovens, mas que é objeto de constrangimentos
por razões de tempo, espaço e segurança. Ainda que o
exercício físico e o desporto sejam atividades de grande reconhecimento social,
os esforços da investigação para conhecer os
lazeres das crianças e jovens não têm sido suficientes para perceber a sua
importância para a sua saúde e bem-estar.
Este texto resulta de um
trabalho de investigação-ação participativa com crianças e jovens, que teve por
objetivo compreender e valorizar as atividades que estes fazem diariamente. Tratou-se
de analisar o tipo de atividades que lhes são propostas, o seu papel e
participação na definição dessas mesmas atividades, assim como as
representações que os pais e/ou encarregados de educação fazem sobre o valor do
lazer enquanto investimento útil, quer do ponto de vista pessoal, quer do ponto
de vista social e coletivo.
Palavras chave: Crianças e jovens, Lazer, Tempo
Livre.
XI Seminário Internacional de Educação Física, Lazer e Saúde
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M Jose Araujo
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Estudar no Ensino Superior A questão da igualdade de oportunidades de sucesso no ensino superior público - por M Jose Araújo e Fernando Diogo
Desde a
massificação do ensino e o prolongamento da escolaridade obrigatória que as
diferenças entre os estudantes e a forma como aprendem tem suscitado alguma
reflexão no meio académico. Como referem Costa & Lopes (2008), "a
formação de nível superior deixou de representar, antes de mais, um status
prestigiante de uma minoria extremamente reduzida da população, para se
constituir numa aquisição certificada de conhecimentos e competências de alta
qualificação por parte de um conjunto cada vez mais vasto de pessoas".
Dada a atual conjuntura política, a entrada para o Ensino Superior é experienciada
pelos estudantes com grande expectativa e ansiedade. São múltiplas as
mudanças e exigências que ocorrem em termos pessoais, sociais e académicos,
suscitando a necessidade de se perceber que estratégias comuns podem ser
despoletadas para que os estudantes possam aproveitar plenamente as atividades
académicas que lhes são propostas isto é, ter igualdade de oportunidades no
sucesso académico. Este artigo é baseado num estudo de caso, realizado no
Ensino Superior Politécnico público. Os dados utilizados foram recolhidos a
partir de inquéritos por questionário, entrevistas semiestruturadas e focus
group, para além da observação participante. Neste texto discutimos alguns
dos resultados desta pesquisa, nomeadamente: i) tipo de dificuldades de
aprendizagem, adaptação ao discurso e à escrita académica; ii) gestão do tempo
de estudo; iii) métodos e técnicas de trabalho pedagógico. Seguindo as
propostas do interacionismo simbólico, atribuímos uma grande importância aos
discursos e percursos sociais e escolares dos estudantes.
Palavras-chave:
Ensino Superior, Aprendizagem, Igualdade de Oportunidades
Todo o texto em - paginas 936
http://webs.ie.uminho.pt/iicicse/files/ATAS-IICICSE_CS2015.pdf
Todo o texto em - paginas 936
http://webs.ie.uminho.pt/iicicse/files/ATAS-IICICSE_CS2015.pdf
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M Jose Araujo
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