segunda-feira, 25 de maio de 2015

Crianças trabalham mais que adultos

Reportagem Porto Canal
http://portocanal.sapo.pt/noticia/59325/

A questão não é  terem muitas atividades mas terem muitas atividades que não são pensadas com elas e por elas :

Atividades programadas para espaços fechados (salas) e em que as crianças tem um grau de participação muito limitado
Pouco contacto com a natureza - não basta estar no recreio.
Estar ao livre significa estar em contacto com a natureza - terra, arvores etc


domingo, 10 de maio de 2015

“Trabalhos para Casa” (TPC) uma questão na ordem do dia


Para denominar os trabalhos escolares que as crianças e jovens fazem fora da sala de aula: em casa, na escola (no estudo acompanhado), no ATL ou noutras instituições, utilizam-se diferentes designações. “Trabalho para casa” é a expressão mais corrente, seguida de “deveres”. 
A sigla TPC (trabalho para casa), conhecida no universo de todos, é muito utilizada pelas crianças para brincar e inventar outras designações: trabalho para carecas, trabalho para cábulas, trabalho para camelos, tortura para crianças, trabalho p’ra chatear etc., o que pode ser um indicador de uma reflexão crítica relativamente ao que significa este tipo de trabalho, para elas monótono, difícil, sem sentido e sem qualquer atractivo, roubando-lhes, inclusive, o tempo de brincar. Assim, a forma descontraída e humorística com que utilizam estas designações é uma maneira de relativizar e aceitar este tipo de trabalho, alienante e sem sentido, constituindo a subversão da designação pela manutenção das iniciais (TPC) uma forma de resistência simbólica e difusa a algo que normalmente sentem como hostil.

Como todos sabemos, à maioria das crianças são propostos como “TPC” tarefas que incluem cópias de textos, repetições de palavras (várias vezes), fichas com contas e problemas diversos que na maior parte das vezes se limitam a reproduzir os conteúdos dos livros ou o que eventualmente foi feito e explicado na aula.Para muitas crianças, os “trabalhos de casa” consistem no acto de abrir a pasta, tirar os cadernos, os livros e os lápis, fazer o que a professora/o mandou, fechar o caderno e voltar a guardar. Aliás, está quase tudo no caderno ou no livro, é só copiar.

Este ritual é para muitas crianças, sobretudo para as mais pequenas, tudo o que elas conhecem como próprio do acto de estudar. De facto, ao confundir-se estudar com este tipo de “trabalhos de casa”, estamos a afastar a
1hipótese das crianças se familiarizarem com o interesse pelo conhecimento satisfazendo a sua curiosidade natural através da pesquisa.
O conceito de estudar é muito confuso, e as crianças só o vão percebendo com o decorrer da escolaridade e à medida que se vão confrontando com outras situações – como, por exemplo, estudar a tabuada, estudar para um teste – e, mesmo assim, tudo isso depende delas. A função de estudar, não sendo uma operação muito concreta e codificada, é algo que não é muito claro para as crianças e, provavelmente, para os adultos com quem convivem. A maior parte das crianças não gosta de fazer “trabalhos de casa”, mas aceita a obrigatoriedade da tarefa mais ou menos pacificamente. Outras, contudo, manifestam-se: É uma seca... Tenho de estar sempre a escrever... cansa a mão... Já estou cheio. Apesar das dificuldades (não sabem fazer ou estão cansadas após um dia na escola), os “trabalhos de casa” aparecem sempre como alguma coisa que faz parte dos seus quotidianos, que está naturalizada e que, portanto, não se questiona – temos de fazer todos os dias e muitos... – ou cuja realização é condicionada pelo medo – se não fizer a minha professora ralha-me.

O conceito de trabalho de casa aglomera um conjunto de práticas e de efeitos que só aparentemente têm o mesmo sentido e intuito (sucesso, mobilidade social, emprego, integração...), para as mais diferentes motivações: as crianças parecem querer corresponder às expectativas dos pais e professores; os professores aparentemente querem corresponder às expectativas sociais; outros técnicos de educação dizem querer ajudar as crianças a ter melhores desempenhos escolares; os pais parecem querer proporcionar uma maior mobilidade social através da escola; e os técnicos da área social, por sua vez, defendem porventura esses trabalhos como um instrumento para ajudar as crianças a sair dos ciclos de reprodução da pobreza e da exclusão.

Quantos pais e encarregados de educação não estão, depois de um dia de trabalho cansativo, a ensinar contas e tirar dúvidas aos filhos em vez de conversarem e aproveitarem para brincar com eles? Quantas crianças sofrem por não terem pais que os saibam ajudar? Quantos auxiliares de acção educativa, sem preparação para o efeito, estão em ATL a ajudar as crianças a fazer trabalhos de casa?
Quantas crianças desistem todos os dias da escola por causa deste tipo de trabalho?


M José Araújo




O que tem o "TPC" a ver com o código penal?


CÓDIGO PENAL
(…)
Artigo 152º
(Maus tratos e infracção de regras de segurança)

1— Quem, tendo ao seu cuidado, à sua guarda, sob a responsabilidade da sua
direcção ou educação, ou a trabalhar ao seu serviço, pessoa menor ou
particularmente indefesa, em razão de idade, deficiência, doença ou gravidez,
e:

a) Lhe infligir maus tratos físicos ou psíquicos ou a tratar cruelmente;
b) A empregar em actividades perigosas, desumanas ou proibidas; ou
c) A sobrecarregar com trabalhos excessivos;
é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos, se o facto não for punível pelo
artigo 144º.

BRINCAR É COMO RESPIRAR



http://www.educare.pt/noticias/noticia/ver/?id=37163&langid=1

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

De que falamos quando falamos de escola?


O debate público acerca da educação tem marcado posição no espaço público da comunicação social justamente através da interpelação do papel da Escola. No contexto desse debate afirma-se o pressuposto de que o que se entende por educação se confina aos processos de escolarização e que, por outro lado, há uma verdade única e absoluta sobre o projeto de escola que é “melhor para todos”.
Mas a educação compreende muito mais processos e experiências que aquelas que são vividas na escola e durante a escolarização. Adicionalmente, e contrariando qualquer ideia de homogeneidade no que concerne à oferta escolar, não há uma escola, isto é, um percurso escolar uniformizado e homogéneo, padronizado, mas antes muitas “escolas” e, por conseguinte, uma enorme diversidade de projetos e de protagonistas que produzem e se vêem continuamente confrontados com discursos, tantas vezes difusos, em que se entrecruzam conceitos, vontades, sentimentos e projetos de vida. Falar de escola (pública, universal), em nome de todos, implica atender à grande pluralidade dos espaços sociais e das variações culturais inerentes, observando-os nas suas específicas articulações com dimensões sociais, culturais e geográficas mais amplas. (...)

MJAraujo

Todo o texto em:
http://projectoradar.com/2014/10/10/de-que-falamos-quando-falamos-de-escola/

Radar – Comunicação e Desenvolvimento

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

LER E GOSTAR DE LER ... não pode ser a correr

Metas Curriculares.
Relato vivo de um projeto real


http://videos.sapo.pt/lZysRZ8cjGj8IoOgO9KU


Há cada vez mais crianças a ler.
E, para ensinar a gostar de ler não será preciso ler e gostar de ler?



II Encontro do Projeto IDEA

NOVEMBRO 21 e 22


II ENCONTRO IDEA Dificuldades para aprender: acreditar, monitorizar, evoluir


"Mais do que um evento de divulgação científica …
… Um espaço de partilha e de reflexão de ideias, preocupações e intervenções no domínio das dificuldades na aprendizagem. Pela promoção da qualidade educativa, por uma Nova Era na Educação (NEE).
… Uma oportunidade para (re)Pensar a Escola - incentivar melhores práticas educativas, novas ou perdidas no tempo. Reciclar IDEA’s, recriar um sistema em crise..."


http://www.psicologia.ulisboa.pt/newsmodule/view/id/361/

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Ideias brilhantes para uma cidade mais brincável


Brilliant ideias to make cities more fun
http://www.fastcoexist.com/3023669/disco-ball-traffic-lights-and-skyscraper-slides-50-brilliant-ideas-to-make-cities-more-fun#15

Cities with new life

Video
http://vimeo.com/93914669

Stay together, play together

By Julian Baggini
The Guardian





Playable Cities: the city that plays together, stays together


Forget about smart cities, Playable City ideas – like Bristol’s water slide or its temporary play streets – are a human response to the coldness and anonymity of the urban environment


(...) Although their work is in many ways disparate, three key ideas bring them together. First, that cities create problems of living that can only be addressed by collective action. Second, the sense that the well-being of communities cannot be left to local authorities; citizens need to take control of their own surroundings. Third, an optimism that we can do more than just tackle problems one by one.
By encouraging public activities that actively bring joy, we can create a happier, more cohesive urban future.

The city that stays together plays together

http://www.theguardian.com/cities/2014/sep/04/playable-cities-the-city-that-plays-together-stays-together

A autoridade não se impõe, conquista-se

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