sábado, 31 de agosto de 2013

O MITO dos TPC

So why do we continue to administer this modern cod liver oil-or even demand a larger dose? Kohn’s incisive analysis reveals how a set of misconceptions about learning and a misguided focus on competitiveness has left our kids with less free time, and our families with more conflict. Pointing to stories of parents who have fought back-and schools that have proved educational excellence is possible without homework-Kohn demonstrates how we can rethink what happens during and after school in order to rescue our families and our children’s love of learning.

O Mito do mais do mesmo.
Quanto tempo mais vamos fechar os olhos a esta questão?

Trabalhos Para Casa (TPC)

Alunos portugueses são os que mais se sentem pressionados pelos TPC


Será que os trabalhos para casa (TPC) são imprescindíveis no percurso escolar e de vida das crianças e jovens no seu papel de alunos ou a sua importância não compensa o tempo que "rouba" ao convívio familiar e aos momentos de brincadeira?



Os alunos portugueses com 15 anos são dos que mais pressão dos trabalhos de casa sentem, sendo ultrapassados apenas pelos jo- vens da Turquia. A conclusão é do relatório Health Behaviour in School-Aged Children, da Organi- zação Mundial de Saúde.

 Reportagem de Elisabete Cruz - pag 4

TPC - Jornal de Leiria


Report/relatorio

Create an outdoor learning program



Transform outdoor spaces into learning environments where children can enjoy a full range of activities as they spend quality time in nature. This book is filled with guidance to help you plan, design, and create an outdoor learning program that is a rich, thoughtfully equipped, natural extension of your indoor curriculum. Loaded with practical and creative ideas, it also includes information to help youUnderstand how outdoor classrooms benefits children’s learning and developmentCollaborate with other teachers, administrators, and families to make your outdoor classroom a realityCreate development and action plans to strategize and implement changesEvaluate your outdoor environment, program, and practices 

Cultivating Outdoor Classrooms promotes the idea that if you can do it indoors, you can probably do it outside as well.

PRENDRE SOIN. Savoirs, pratiques, nouvelles perspectives



L’acte de « prendre soin » est sans doute l’un des plus vieux gestes effectué envers l’autre. Avec lui, l’altérité et l’identité interagissent et se transforment chez le soigné comme chez le soignant. Selon les époques, les pays et les cultures, il prend différents visages.

Cependant, au-delà de la santé et du bien-être, la question du « prendre soin » permet d’appréhender, dans leur unité et dans leur diversité, une variété de situations allant des actes les plus ponctuels aux enjeux éthiques, politiques et prospectifs les plus vastes puisqu’ils concernent même les risques écologiques pesant sur la planète.

Face à l’allongement de la vie et aux vulnérabilités qui affectent les personnes en situations de précarité, les savoirs et les pratiques du « prendre soin » doivent être réinterrogés afin que soient déterminées les conditions à remplir pour devenir des compétences-clefs d’un monde plus durable et plus solidaire.

(...)

Collection Colloque de Cerisy - Société
Date de publication : 2013

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Qual a prioridade da escolarização?

As Artes e a Vida numa Escola de tolerância

O ano lectivo que estamos agora a começar parece ser mais um ano em que a nossa sociedade propõe às crianças – que frequentam o lº ciclo do ensino básico-, uma educação dirigida principalmente à sua razão, em detrimento da sua afectividade e de toda a riqueza das expressões que são garantia de um desenvolvimento mais completo do conjunto das faculdades humanas. Expressão é a própria vida, dado que toda a natureza humana pode ser considerada expressiva. Para Arno Stern (1), o termo qualifica muitas coisas diferentes e, de uma maneira geral, os educadores querem explicar tudo o que acontece com a criança, porque lhes custa acreditar na acção educativa libertadora que reabilita sem passar por uma interpretação, sem passar por um diagnóstico que conduza a receitas pedagógicas; mas na actividade criativa há coisas que não se explicam. As crianças têm normalmente necessidade da expressão plástica, de desenhar, para enunciarem o que não conseguem confiar à expressão verbal e, se admitirmos este facto como princípio justificativo da sua actividade criadora, a expressão “livre” nunca será colocada em causa. “Compreender a arte infantil é saber porque se exprime a criança, como se exprime e o que exprime” (Stern, s/d: 6).

Todo o texto
http://barometro.com.pt/archives/756

sábado, 17 de agosto de 2013

O castigo dos manuais escolares


Em noticia de ontem na comunicação social ficamos a saber que o ME (Ministério da Educação) quer que os estudantes mais pobres, com apoio social escolar, entreguem os manuais no final do ano lectivo ou podem ficar sem apoio no próximo ano. A ser verdade o teor da noticia, o que parece estar em causa é uma regra comportamentalista e não uma sugestão de reutilização dos manuais por razões que todos reconhecerão como válidas:defesa da natureza, combater o despesismo, ajuda e cooperação entre estudantes, etc 

Algo que as instituições escolares não só incentivam há muitos anos, como vão lembrando ao longo de todo o ano lectivo.

Faz todo o sentido reutilizar os manuais e assim incentivar o que sempre tem sido feito que é a cooperação entre toda a comunidade educativa. Acaba o ano escolar e há um espaço na escola onde todos os alunos deixam os manuais e materiais que já não precisam para que outros possam usar. 
Esta pratica é aliás seguida por bibliotecas e centros de actividades de tempos livres entre outras instituições.

Não poderia o ME ter lembrado? Não era suficiente ou até interessante valorizar que tantas instituições têm feito?

É mesmo verdade que fizeram uma lei em que os pobres que precisam de apoio social escolar entregam o manual ou deixam de ter apoio ?

O ensino é obrigatório e é por ser obrigatório que muitas famílias põe os filhos na escola e o Estado se compromete a criar condições de sucesso. E isso interessa a todos, ou devia interessar.
Os manuais deviam, aliás, ser gratuitos no Ensino público estar online. Como são já alguns no lº Ciclo que o próprio ME disponibiliza.  Como são em muitos países por esse mundo fora que quer que os cidadãos sejam cultos e interessados pela sua educação e cultura.

Mas não! A ser verdade a noticia ela é feita com rancor...autoritarismo. Ou fazes ou ....Não se educa assim ...
Não se constrói nada assim!
É até difícil perceber o que vai na cabeça e no coração de quem faz leis desta forma. 

Não era mais fácil que os estudantes entregassem os manuais, livros ou outros materiais (mochilas etc) que não precisam para ser reutilizados do que ameaçá-los...ou do que ameaçar os que precisam?


Quando os sindicatos de professores ameaçam com greve o que diz o ME ou o governo?


Olha pró que eu digo mas não pró que eu faço ?


É nas pequenas coisas que ficamos a perceber o que se passa e o que por aí ainda virá.






sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Porque é que as crianças têm déficit de atenção?


Há muitas teorias diferentes sobre esta temática. Na verdade não são só as crianças que têm um déficit de atenção, muito pelo contrário. Aliás, aliar o deficit de atenção à idade escolar é em si um preconceito  já que todas as crianças a partir dos seis anos de idade estão em idade escolar, que se prolonga até ao estado adulto. E, a falta de atenção e concentração não se limita aos mais pequenos. 

Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar  o problema que causa tanto espanto nos adultos e tanto sofrimento na criança ou se estamos perante uma sociedade que tem um sistema escolar desajustado dos seus públicos. Nesse sentido, tem-se percebido que; não é o cérebro da criança, mas o contexto social da criança que deve ser tido em conta quando falamos em falta de atenção dos estudantes na escola.

"Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança."

Ver toda a noticia
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/deficit-de-atencao-nas-criancas-francesas.html

Dicionário feito por crianças revela a adultos um mundo que já esqueceram

“Eles têm uma lógica diferente, outra maneira de entender o mundo, outra maneira de habitar a realidade e de nos revelar muitas coisas que esquecemos”


Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma (Andrés Felipe Bedoya, 8 anos)
Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo (Maryluz Arbeláez, 9 anos)
Água: Transparência que se pode tomar (Tatiana Ramírez, 7 anos)
Branco: O branco é uma cor que não pinta (Jonathan Ramírez, 11 anos)
Camponês: um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos (Luis Alberto Ortiz, 8 anos)
Céu: De onde sai o dia (Duván Arnulfo Arango, 8 anos)
Colômbia: É uma partida de futebol (Diego Giraldo, 8 anos)
Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos (Ana María Noreña, 12 anos)
Deus: É o amor com cabelo grande e poderes (Ana Milena Hurtado, 5 anos)
Escuridão: É como o frescor da noite (Ana Cristina Henao, 8 anos)
Guerra: Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz (Juan Carlos Mejía, 11 anos)
Inveja: Atirar pedras nos amigos (Alejandro Tobón, 7 anos)
Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos)
Lua: É o que nos dá a noite (Leidy Johanna García, 8 anos)
Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)
Paz: Quando a pessoa se perdoa (Juan Camilo Hurtado, 8 anos)
Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos)
SolidãoTristeza que dá na pessoa às vezes (Iván Darío López, 10 anos)
TempoCoisa que passa para lembrar (Jorge Armando, 8 anos)
UniversoCasa das estrelas (Carlos Gómez, 12 anos)
ViolênciaParte ruim da paz (Sara Martínez, 7 anos)


http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/dicionario-de-criancas-colombianas.html

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Afinal o que se pretende com o cheque ensino?

Há, com toda a certeza, muitas razões diferentes. Mas algumas podemos nós, já, adivinhar.

Quem conhece o sistema de ensino e o nosso país sabe muito bem o que significa esta medida.
Mas uma coisa já parece certa, não é a preocupação com as crianças e jovens ou com a educação e o ensino que está em causa:


- abre-se campo à prestação privada com fundos do Estado e impostos dos cidadãos
- destroi-se o serviço público de educação que terá menos alunos
- acentua-se a teoria dos estudantes como capital humano
- olham-se os estudantes como clientes
- acentua-se a ideia da educação como um produto em que o consumidor tem de poder escolher a que quer
- mais ensino para os rankings,  pois submetem-se as escolas à disciplina do mercado competitivo
- mais pressão nas crianças e jovens
- atacam-se os sindicatos professores que são vistos como poderosos, dispendiosos e a dispensar.
etc


Vai haver muita coisa em funcionamento e quem sofrerá serão sempre as crianças e os jovens que serão sempre os objectos de políticas feitas por pessoas que não conhecem, nem querem mesmo saber das consequências desta racionalidade económica que olha o ensino publico e os seus estudantes como "fracos".

Muitos pais olharão esta medida com bons olhos, muitos outros com apreensão. Talvez valha a pena estarem atentos, porque na verdade é da vida dos vossos filhos que estamos a falar.

Afinal o que se pretende com o cheque ensino?
 Pretende-se colocar a escola pública/educação pública no mercado e o Estado demite-se das suas funções.

Talvez se deva perguntar:

Numa altura em que se fazem cortes, porque se oferece dinheiro para mudar de escola?
Porque é que de repente o governo passou a deixar os cidadãos escolher?





segunda-feira, 1 de julho de 2013

De que prescinde a criança para se adaptar à escola?



A escola, seja pública ou privada, tem um papel crucial na sociedade e na socialização das crianças, mas não reconhece como válida a contribuição da criança para a produção de conhecimento, muito embora a escola, enquanto local de trabalho das crianças, constitua, hoje, um requisito específico e estrutural que lhes é exigido para integrar a força produtiva como refere Ana N. Almeida. A entrada para a escola é a entrada para o mundo do trabalho escolar, um mundo com a vida organizada, com horários muito rígidos (muito embora as crianças que frequentam o jardim de infância já ensaiem uma programação complexa), com uma estrutura organizacional tributária da estrutura do mundo produtivo, das formas de divisão de tempo e do trabalho típicas da sociedade industrial, com trabalho muito específico em função do mandato escolar, que exige um tipo específico de comportamento.

As crianças na escola adquirem saberes quer relacionados com as aprendizagens, strictu senso, quer relacionados com o controlo e domínio corporal ou organização do tempo. De uma maneira geral, o problema situa-se na forma como esses saberes são conseguidos: eles não surgem, na grande maioria dos casos, como um saber mais, uma competência mais que é conquistada pela criança, mas como um comportamento adquirido à custa da submissão, da perda da espontaneidade, da energia criativa, prescindindo as crianças da sua autenticidade, aceitando o “adestramento” a que o mestre as submete, como tão bem explicita Foucault (1997)[1].

Para dar resposta àquilo que o adulto espera, a criança tem que prescindir de si mesma para ser integrada na instituição. É esta a grande “violência simbólica”, constitutiva de todo o acto pedagógico como refere P. Bourdieu, que a criança sofre, despindo-se de si para vestir a roupagem de aluno, de preferência dócil, bem comportado e pouco questionador. De escola para escola há diferenças no grau de violência simbólica a que a criança é sujeita, e de professor para professor também, facto que as crianças constatam muitas vezes com perplexidade.

M Jose Araujo



[1] Para aprofundar este assunto ver Michel Foucault (1997). Vigiar e Punir. História da Violência nas Prisões. Petrópolis: Vozes.

A autoridade não se impõe, conquista-se

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