As Artes e a Vida numa Escola de tolerância
O ano lectivo que estamos agora a começar parece ser mais um ano em que a nossa sociedade propõe às crianças – que frequentam o lº ciclo do ensino básico-, uma educação dirigida principalmente à sua razão, em detrimento da sua afectividade e de toda a riqueza das expressões que são garantia de um desenvolvimento mais completo do conjunto das faculdades humanas. Expressão é a própria vida, dado que toda a natureza humana pode ser considerada expressiva. Para Arno Stern (1), o termo qualifica muitas coisas diferentes e, de uma maneira geral, os educadores querem explicar tudo o que acontece com a criança, porque lhes custa acreditar na acção educativa libertadora que reabilita sem passar por uma interpretação, sem passar por um diagnóstico que conduza a receitas pedagógicas; mas na actividade criativa há coisas que não se explicam. As crianças têm normalmente necessidade da expressão plástica, de desenhar, para enunciarem o que não conseguem confiar à expressão verbal e, se admitirmos este facto como princípio justificativo da sua actividade criadora, a expressão “livre” nunca será colocada em causa. “Compreender a arte infantil é saber porque se exprime a criança, como se exprime e o que exprime” (Stern, s/d: 6).
Todo o texto
http://barometro.com.pt/archives/756
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Qual a prioridade da escolarização?
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M Jose Araujo
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sábado, 17 de agosto de 2013
O castigo dos manuais escolares
É até difícil perceber o que vai na cabeça e no coração de quem faz leis desta forma.
Não era mais fácil que os estudantes entregassem os manuais, livros ou outros materiais (mochilas etc) que não precisam para ser reutilizados do que ameaçá-los...ou do que ameaçar os que precisam?
Quando os sindicatos de professores ameaçam com greve o que diz o ME ou o governo?
Olha pró que eu digo mas não pró que eu faço ?
É nas pequenas coisas que ficamos a perceber o que se passa e o que por aí ainda virá.
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M Jose Araujo
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Porque é que as crianças têm déficit de atenção?
Há muitas teorias diferentes sobre esta temática. Na verdade não são só as crianças que têm um déficit de atenção, muito pelo contrário. Aliás, aliar o deficit de atenção à idade escolar é em si um preconceito já que todas as crianças a partir dos seis anos de idade estão em idade escolar, que se prolonga até ao estado adulto. E, a falta de atenção e concentração não se limita aos mais pequenos.
Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar o problema que causa tanto espanto nos adultos e tanto sofrimento na criança ou se estamos perante uma sociedade que tem um sistema escolar desajustado dos seus públicos. Nesse sentido, tem-se percebido que; não é o cérebro da criança, mas o contexto social da criança que deve ser tido em conta quando falamos em falta de atenção dos estudantes na escola.
"Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança."
Ver toda a noticia
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/deficit-de-atencao-nas-criancas-francesas.html
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M Jose Araujo
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Dicionário feito por crianças revela a adultos um mundo que já esqueceram
“Eles têm uma lógica diferente, outra maneira de entender o mundo, outra maneira de habitar a realidade e de nos revelar muitas coisas que esquecemos”
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/dicionario-de-criancas-colombianas.html
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quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Afinal o que se pretende com o cheque ensino?
Há, com toda a certeza, muitas razões diferentes. Mas algumas podemos nós, já, adivinhar.
Quem conhece o sistema de ensino e o nosso país sabe muito bem o que significa esta medida.
Mas uma coisa já parece certa, não é a preocupação com as crianças e jovens ou com a educação e o ensino que está em causa:
- abre-se campo à prestação privada com fundos do Estado e impostos dos cidadãos
- destroi-se o serviço público de educação que terá menos alunos
- acentua-se a teoria dos estudantes como capital humano
- olham-se os estudantes como clientes
- acentua-se a ideia da educação como um produto em que o consumidor tem de poder escolher a que quer
- mais ensino para os rankings, pois submetem-se as escolas à disciplina do mercado competitivo
- mais pressão nas crianças e jovens
- atacam-se os sindicatos professores que são vistos como poderosos, dispendiosos e a dispensar.
etc
Vai haver muita coisa em funcionamento e quem sofrerá serão sempre as crianças e os jovens que serão sempre os objectos de políticas feitas por pessoas que não conhecem, nem querem mesmo saber das consequências desta racionalidade económica que olha o ensino publico e os seus estudantes como "fracos".
Muitos pais olharão esta medida com bons olhos, muitos outros com apreensão. Talvez valha a pena estarem atentos, porque na verdade é da vida dos vossos filhos que estamos a falar.
Afinal o que se pretende com o cheque ensino?
Pretende-se colocar a escola pública/educação pública no mercado e o Estado demite-se das suas funções.
Talvez se deva perguntar:
Numa altura em que se fazem cortes, porque se oferece dinheiro para mudar de escola?
Porque é que de repente o governo passou a deixar os cidadãos escolher?
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M Jose Araujo
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segunda-feira, 1 de julho de 2013
De que prescinde a criança para se adaptar à escola?
A escola, seja pública ou privada, tem um papel crucial na sociedade e na socialização das crianças, mas não reconhece como válida a contribuição da criança para a produção de conhecimento, muito embora a escola, enquanto local de trabalho das crianças, constitua, hoje, um requisito específico e estrutural que lhes é exigido para integrar a força produtiva como refere Ana N. Almeida. A entrada para a escola é a entrada para o mundo do trabalho escolar, um mundo com a vida organizada, com horários muito rígidos (muito embora as crianças que frequentam o jardim de infância já ensaiem uma programação complexa), com uma estrutura organizacional tributária da estrutura do mundo produtivo, das formas de divisão de tempo e do trabalho típicas da sociedade industrial, com trabalho muito específico em função do mandato escolar, que exige um tipo específico de comportamento.
As crianças na escola adquirem saberes quer relacionados com as aprendizagens, strictu senso, quer relacionados com o controlo e domínio corporal ou organização do tempo. De uma maneira geral, o problema situa-se na forma como esses saberes são conseguidos: eles não surgem, na grande maioria dos casos, como um saber mais, uma competência mais que é conquistada pela criança, mas como um comportamento adquirido à custa da submissão, da perda da espontaneidade, da energia criativa, prescindindo as crianças da sua autenticidade, aceitando o “adestramento” a que o mestre as submete, como tão bem explicita Foucault (1997)[1].
Para dar resposta àquilo que o adulto espera, a criança tem que prescindir de si mesma para ser integrada na instituição. É esta a grande “violência simbólica”, constitutiva de todo o acto pedagógico como refere P. Bourdieu, que a criança sofre, despindo-se de si para vestir a roupagem de aluno, de preferência dócil, bem comportado e pouco questionador. De escola para escola há diferenças no grau de violência simbólica a que a criança é sujeita, e de professor para professor também, facto que as crianças constatam muitas vezes com perplexidade.
M Jose Araujo
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quarta-feira, 26 de junho de 2013
Ensinar passos a quem vai correr diferente de nós
"Precisamos, pois, de apoiar as escolas e os professores para se adaptarem a uma tarefa de uma grande complexidade e incerteza: a de ensinar os primeiros passos a pessoas que – de certeza – irão correr de forma diferente da deles. Muitos professores sabem fazer isto e muitos outros estão disponíveis e ativos para aprender como se dinamizam processos de aprendizagem cuja finalidade é holística, criativa, apoiada e diversa. E isso é que “normal”(?). David Rodrigues
Todo o artigohttp://www.publico.pt/sociedade/noticia/ensinar-passos-a-quem-vai-correr-diferente-de-nos-1598422
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terça-feira, 25 de junho de 2013
A Urgência dos Direitos da Criança
A Urgência dos Direitos da Criança – Encontros de Cidadania
25 de Junho 2013
Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva – Braga
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sábado, 8 de junho de 2013
A child friendly city
WHAT IS A CHILD FRIENDLY CITY ?
A child friendly city is the embodiment of the Convention on the Rights of the Child at the local level: this means in practice that children’s rights are reflected in policies, laws, programmes and budgets.
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A educação escolar está proibida?
Há muitas escolas e muitas pessoas que se preocupam com a escola e a escolarização. Há muitos projectos diferentes que se divulgam todos os dias das mais diferentes formas.
E está!
Em Portugal como noutros países, todos os dias milhares de pessoas, professores, educadores, pais e outros profissionais inventam a escola e a forma como as crianças aprendem. Todos os dias partilhamos experiências e formas de ensinar e aprender. Já não há quem nos obrigue a parar esta luta pela qualidade do trabalho que, cada um de nós, já faz todos os dias na escola.
Um bom exemplo de : Educação proibida
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M Jose Araujo
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Computador Magalhães no 1º Ciclo do Ensino Básico
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