“Eles têm uma lógica diferente, outra maneira de entender o mundo, outra maneira de habitar a realidade e de nos revelar muitas coisas que esquecemos”
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/dicionario-de-criancas-colombianas.html
“Eles têm uma lógica diferente, outra maneira de entender o mundo, outra maneira de habitar a realidade e de nos revelar muitas coisas que esquecemos”
Publicada por
M Jose Araujo
à(s)
03:24
0
comentários
Há, com toda a certeza, muitas razões diferentes. Mas algumas podemos nós, já, adivinhar.
Quem conhece o sistema de ensino e o nosso país sabe muito bem o que significa esta medida.
Mas uma coisa já parece certa, não é a preocupação com as crianças e jovens ou com a educação e o ensino que está em causa:
- abre-se campo à prestação privada com fundos do Estado e impostos dos cidadãos
- destroi-se o serviço público de educação que terá menos alunos
- acentua-se a teoria dos estudantes como capital humano
- olham-se os estudantes como clientes
- acentua-se a ideia da educação como um produto em que o consumidor tem de poder escolher a que quer
- mais ensino para os rankings, pois submetem-se as escolas à disciplina do mercado competitivo
- mais pressão nas crianças e jovens
- atacam-se os sindicatos professores que são vistos como poderosos, dispendiosos e a dispensar.
etc
Vai haver muita coisa em funcionamento e quem sofrerá serão sempre as crianças e os jovens que serão sempre os objectos de políticas feitas por pessoas que não conhecem, nem querem mesmo saber das consequências desta racionalidade económica que olha o ensino publico e os seus estudantes como "fracos".
Muitos pais olharão esta medida com bons olhos, muitos outros com apreensão. Talvez valha a pena estarem atentos, porque na verdade é da vida dos vossos filhos que estamos a falar.
Afinal o que se pretende com o cheque ensino?
Pretende-se colocar a escola pública/educação pública no mercado e o Estado demite-se das suas funções.
Talvez se deva perguntar:
Numa altura em que se fazem cortes, porque se oferece dinheiro para mudar de escola?
Porque é que de repente o governo passou a deixar os cidadãos escolher?
Publicada por
M Jose Araujo
à(s)
15:34
1 comentários
A escola, seja pública ou privada, tem um papel crucial na sociedade e na socialização das crianças, mas não reconhece como válida a contribuição da criança para a produção de conhecimento, muito embora a escola, enquanto local de trabalho das crianças, constitua, hoje, um requisito específico e estrutural que lhes é exigido para integrar a força produtiva como refere Ana N. Almeida. A entrada para a escola é a entrada para o mundo do trabalho escolar, um mundo com a vida organizada, com horários muito rígidos (muito embora as crianças que frequentam o jardim de infância já ensaiem uma programação complexa), com uma estrutura organizacional tributária da estrutura do mundo produtivo, das formas de divisão de tempo e do trabalho típicas da sociedade industrial, com trabalho muito específico em função do mandato escolar, que exige um tipo específico de comportamento.
As crianças na escola adquirem saberes quer relacionados com as aprendizagens, strictu senso, quer relacionados com o controlo e domínio corporal ou organização do tempo. De uma maneira geral, o problema situa-se na forma como esses saberes são conseguidos: eles não surgem, na grande maioria dos casos, como um saber mais, uma competência mais que é conquistada pela criança, mas como um comportamento adquirido à custa da submissão, da perda da espontaneidade, da energia criativa, prescindindo as crianças da sua autenticidade, aceitando o “adestramento” a que o mestre as submete, como tão bem explicita Foucault (1997)[1].
Para dar resposta àquilo que o adulto espera, a criança tem que prescindir de si mesma para ser integrada na instituição. É esta a grande “violência simbólica”, constitutiva de todo o acto pedagógico como refere P. Bourdieu, que a criança sofre, despindo-se de si para vestir a roupagem de aluno, de preferência dócil, bem comportado e pouco questionador. De escola para escola há diferenças no grau de violência simbólica a que a criança é sujeita, e de professor para professor também, facto que as crianças constatam muitas vezes com perplexidade.
M Jose Araujo
Publicada por
M Jose Araujo
à(s)
03:07
0
comentários
"Precisamos, pois, de apoiar as escolas e os professores para se adaptarem a uma tarefa de uma grande complexidade e incerteza: a de ensinar os primeiros passos a pessoas que – de certeza – irão correr de forma diferente da deles. Muitos professores sabem fazer isto e muitos outros estão disponíveis e ativos para aprender como se dinamizam processos de aprendizagem cuja finalidade é holística, criativa, apoiada e diversa. E isso é que “normal”(?). David Rodrigues
Todo o artigohttp://www.publico.pt/sociedade/noticia/ensinar-passos-a-quem-vai-correr-diferente-de-nos-1598422
Publicada por
M Jose Araujo
à(s)
04:49
0
comentários
A Urgência dos Direitos da Criança – Encontros de Cidadania
25 de Junho 2013
Publicada por
M Jose Araujo
à(s)
02:26
0
comentários
WHAT IS A CHILD FRIENDLY CITY ?
Publicada por
M Jose Araujo
à(s)
10:06
0
comentários
Há muitas escolas e muitas pessoas que se preocupam com a escola e a escolarização. Há muitos projectos diferentes que se divulgam todos os dias das mais diferentes formas.
Publicada por
M Jose Araujo
à(s)
06:51
0
comentários
17 Maio 2013
EB1 Padrão da Légua
Numa sala cheia de pais e mães, avós e avôs, irmãos e irmãs, treinadores futebol infantil, professoras, psicólogas entre outras pessoas, debateu-se durante quase três horas sobre o significado de aprender e brincar no tempo livre. No decorrer da nossa conversa, foi interessante verificar a forma como nem sempre conseguimos fazer aquilo que sabemos e em que acreditamos.
Publicada por
M Jose Araujo
à(s)
14:59
0
comentários
DEBATE
Educação e Educações
com:
Angelina Carvalho e Milice Ribeiro dos Santos
dia 18 de Abril às 14 horas
no Auditório da Escola Superior de Educação
Instituto Politécnico do Porto
Rua Roberto Frias no Porto
Entrada Livre
Publicada por
M Jose Araujo
à(s)
04:31
0
comentários
Publicada por
M Jose Araujo
à(s)
08:13
0
comentários
Fará sentido que, na sociedade contemporânea, as crianças trabalhem mais do que as 40 horas que achamos razoáveis para os adultos? Fará sentido prolongar de tal modo as suas ocupações que não lhes deixamos tempo para brincar e descansar? Será que temos o direito de ocupar e condicionar o tempo livre das crianças depois de um dia de Escola? Além destas perguntas primordiais, às quais se procura responder neste livro, muitas outras se colocam, hoje, aos pais e encarregados de educação, professores e educadores.