segunda-feira, 15 de abril de 2013

Educação e Educações



DEBATE 
Educação e Educações

com:

Angelina Carvalho e Milice Ribeiro dos Santos

dia 18 de Abril às 14 horas

no Auditório da Escola Superior de Educação
Instituto Politécnico do Porto
Rua Roberto Frias no Porto

Entrada Livre


sábado, 13 de abril de 2013

TPC: Trabalhos para casa ou Tortura para casa ?


O Serviço de Pediatria da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) e a  Associação Pediátrica de Viana do Castelo vão organizar, nos dias 19 e 20 de Abril, a XX Reunião Pediátrica de Viana do Castelo. 

A reunião inclui  a realização do II Encontro de Pediatria Comunitária do Minho.
Um dos temas que será discutido nesta reunião serão os polémicos TPC - Trabalhos para Casa

Programa
O programa pode ser consultado AQUI.

Educar e brincar - Debate na Escola de Chouselas - Vila Nova de Gaia




Para muitos adultos e sobretudo no espaço escolar, brincar aparece vulgarmente como actividade “gratuita” ligada à distração e irresponsabilidade das crianças. Mas a atividade, sendo aparentemente “inútil”, é absolutamente necessária para o bem-estar da criança e para o seu desenvolvimento pessoal e social. A criança constrói a sua cultura brincando, e o conjunto dessa sua experiência é adquirido pela participação nos jogos e nas brincadeiras com os colegas, olhando para os mais velhos. 

Foi com esta preocupação que,  numa sala cheia, na Escola EB1 de Chouselas, promovido pela Associação de Pais - Apechouca, decorreu o debate sobre a necessidade de criar condições de espaço e tempo para brincar. 

  • brincar como direito;
  • brincar  como a possibilidade que a criança tem de criar mundos imaginários, nunca deixando de os compreender como tal;
  • brincar como mecanismo que garante à criança, mas também aos adultos, uma certa distância em relação ao real;
  • brincar como actividade dotada de significado social que, ao contrário de outras, precisa de se exercer, praticar e explorar;
  • brincar para brincar ...


Todos nós brincamos e todos pensamos saber o que é mas, na realidade, poucos sabem mesmo. Há muito poucas coisas em que estamos de acordo quando falamos em brincar e muita ambiguidade quando nos referimos ao brincar das crianças. Neste debate foi, contudo, consensual que brincar é a atividade que as crianças melhor conhecem, de que mais gostam e está presente desde que se levantam até que se deitam, em todas as situações, mesmo que muitos adultos o desconheçam e ignorem. 

Ficou no "ar" a dúvida sobre as metodologias prevalecentes que são usadas nas diferentes Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC). Será que estas actividades organizadas no Tempo Livre das crianças devem ser mais aulas ? mais ensino? ou podem ser actividades lúdicas que possibilitam brincar com os adultos e com os amigos?  que possibilitam o contacto com as diferentes expressões artísticas? 

A todos os presentes e sobretudo aos responsáveis da associação de pais um abraço de parabéns! 


sábado, 23 de março de 2013

O Impacto dos Videojogos na Educação

Debate dia 21 de Março, Escola Superior de Educação do IPP


https://www.ipp.pt/personnel/News.aspx?id=5541

As brincadeiras património cultural imaterial da humanidade


As brincadeiras, portadoras de tradições e costumes culturais de significado intangível, são expressões culturais reconhecidas pela Unesco como património comum da humanidade. Mesmo assim, o brincar e as brincadeiras enquanto manifestações colectivas, em que a criança desenvolve relações sociais com o seu grupo de pares e com os adultos, apelando à memória colectiva, nem sempre são incentivadas e respeitadas. Por um lado, o significado de brincar como essencial para o diálogo intercultural e tónico para a vida das crianças não tem sido compreendido como acto “sério”, e por outro, o tempo e o espaço para brincar tem vindo a diminuir, criando constrangimentos diversos que merecem a nossa atenção. Este texto surge como resultado de um trabalho de investigação participativa com crianças entre os 7 e os 10 anos de idade numa escola pública da zona urbana do Porto - Portugal.

M Jose Araújo

Todo o texto:
http://ufpi.br/subsiteFiles/patrimoniocultural/arquivos/files/7pdf(1).pdf

Site do encontro



terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

TPC - Um assunto na ordem do dia

Para muitas crianças os TPC, tal qual como os conhecemos, representam muito - em termos do tempo que ocupam no dia a dia da criança - mas muito pouco em termos de estímulos cognitivos. Dar apoio aos nossos filhos não precisa de ser através dos conteúdos escolares. Aliás para muitos pais essa tarefa é tão difícil que precisam de os colocar nas salas de estudo e/ou no ATL.

  Algumas pistas que decorrem das conversas com as crianças, os pais/encarregados de educação e professores:

•Acreditar nas crianças, nas suas potencialidades e criatividade
•Distinguir estudar de TPC
•Promover a vontade de pensar nas coisas – ajudando assim a estruturar o pensamento tão essencial para a aprendizagem formal
• Estar presente e atento ao seu cansaço e aos seus direitos
• Dar atenção ao que elas nos dizem
• Não insistir em muitas atividades diárias sobretudo quando a criança está cansada
• Se a criança tem dificuldades de aprendizagem na escola deve resolver isso na escola, não em casa - e nesse caso, os pais devem incentivar os filhos para que recorram aos professores
• Não é qualquer um que pode ensinar conteudos disciplinares.
Como não é qualquer pessoa que pode fazer uma cirurgia embora tenha de estar atenta para cuidar da saude do seu filho/a
• Promover a autonomia (não decidir tudo por elas) Incentivar a criança a resolver os seus problemas com os professores apoiando mas não decidindo por ela. Se ela está cansada e não quer fazer os TPC tem de saber falar sobre isso com o professor/a que a deverá esclarecer sobre o sentido do trabalho proposto
• Não desvalorizar a escola mostrando-lhes que o espaço escolar também lhes pertence
• Fazermo-nos respeitar, valorizando as atividades do quotidiano e o brincar Se não valorizamos as culturas da infância e o brincar, como queremos que elas nos respeitem?
• Não desvalorizar o trabalho dos professores (tecendo considerações descontextualizadas ou fazendo juízos de valor sobre eles à frente das crianças)
• Idem para os pais

Maria Jose Araujo

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Desafios para a Educção

Entrevista com António Novoa

http://www.youtube.com/watch?v=xkeaz43wMDA

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

As Mulheres de Volta a casa


As mulheres de volta para casa?

Esther Vivas

 

As mulheres de volta para casa. Parece ser o que buscam as atuais políticas de saída da crise. Umas políticas que têm um claro rasgo ideológico econômico e social.

 

À medida que serviços básicos (como saúde e educação, benefícios sociais diversos, como a Lei de Dependência) são recortados, há todo um trabalho de cuidados, invisível, porém necessário, que acaba voltando a recair, majoritariamente, sobre as mulheres. O ataque frontal a um acabado Estado de Bem Estar e a transferência dos custos da crise aos setores populares, se sustenta sobre nossas costas.

 

Não em vão, o sistema capitalista se perpetua, em grande medida a partir do trabalho doméstico não assalariado que, sobretudo, nós mulheres, realizamos em nossas casas. Uma quantidade enorme de trabalho não remunerado do qual não se pode prescindir e do qual o capitalismo necessita para subsistir.

 

Pouco depois de chegar ao governo, o Partido Popular (PP) anunciou um recorte de 283 milhões de Euros na já muito ‘anêmica’ Lei de Dependência, arrastando-a para o desaparecimento. Uma medida que, além de deixar a umas 250 mil pessoas sem ajuda e quase impossibilitar a incorporação de novos beneficiários, aumentou a pressão sobre as mulheres. Os cuidados que já não são assumidos pela administração pública acabam recaindo no âmbito privado, em casa e, em especial, nas mães e filhas de pessoas dependentes. O bem estar familiar se mantém à custa do aumento da carga do trabalho doméstico.

 

Se observarmos as cifras das pessoas inativas, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2010, 96,4% que declararam não buscar trabalho por razões familiares (cuidar de crianças, de adultos enfermos, de pessoas com deficiências etc.) eram mulheres. Na medida em que estas tinham descendentes, sua taxa de ocupação diminuía. Sem filhas/os, o emprego feminino se situava em 77%; com eles, em 52%. Enquanto que a taxa de ocupação masculina não era alterada por esse fato e, em todo caso, aumentava com a existência de descendentes. Conclusão: a conciliação da vida pessoal e laboral acontece a custas da exclusão trabalhista, da precariedade e/ou aos ritmos de vida frenéticos e insustentáveis de muitas mulheres.

 

Outras medidas tomadas pelo governo, como o congelamento das pensões e a ampliação do período de cálculo da cotização também têm consequências muito negativas para nós. Uma maior presença na economia informal e, em geral, uma vida laboral intermitente, devido ao cuidado de terceiros dificultam poder somar uma cotização mínima.

 

As mulheres encabeçamos o ranking dos empregos mal pagos e socialmente desvalorizados. Do total de contratos a tempo parcial, 77,6% estão em nossas mãos. E a precariedade do emprego que fomenta ainda mais a última reforma trabalhista só faz dificultar nossa autonomia e conciliação pessoal e familiar.

 

Da mesma forma, é importante ressaltar que ambos os sexos não partimos em igualdade de condições no mercado de trabalho. As mulheres cobramos 22% a menos de média por ano do que nossos companheiros, segundo a última Pesquisa Anual de Estrutura Salarial publicada em 2009 pelo INE; e essa discriminação salarial cresce quando nosso nível de estudo é maior.

 

Além desses recortes em direitos sociais e trabalhistas, enfrentamos uma crescente ofensiva reacionária contra direitos sexuais e reprodutivos. O projeto de reforma da Lei do Aborto por parte do PP, que pretende restringir ainda mais as condições, prazos e supostos para abortar e que nos faz retroceder anos em ditos direitos é somente a ponta do iceberg.

 

Políticas que buscam impor um modelo de sexualidade heterossexual, vinculada à reprodução e controlar a capacidade reprodutiva das mulheres. Não querem que tenhamos direito a decidir sobre nossos corpos e sobre nossas vidas, daí a ameaça do castigo penal ao aborto.

 

Hoje, 25 de novembro, reivindicamos o dia contra a violência machista para visibilizar uma violência invisível; porém, cotidiana e persistente contra as mulheres, que só se aprofunda no atual contexto da crise. No segundo semestre de 2012, as denúncias por violência machista aumentaram 5,9% em relação aos três primeiros meses do ano. E as mulheres que sofrem ditas situações, cada vez são pior atendidas, devido à diminuição de recursos públicos.

 

A Convergência e União (CiU) convocou para hoje (25) as eleições para o Parlamento da Catalunha e a Junta Eleitoral proibiu a manifestação que iria acontecer; mas, de toda maneira esta será realizada. Porém, como assinala a Vocalía de Mujeres da Federação de Associações de Vizinhos de Barcelona: "Não é a convocatória dos coletivos feministas a que coincide com as eleições; mas, o chamado às urnas que acontece no dia 25 de novembro”. Um fato que mostra, uma vez mais, o nulo interesse político por dita questão.

 

A saída atual à crise busca devolver-nos às nossas casas para recuperar papeis femininos e de gênero retrógrados. Trata-se de uma ofensiva com toda força contra direitos econômicos, sexuais e reprodutivos. Porém, não permitiremos isso. Porque, apesar de que alguns não gostem, nós decidimos. As mulheres de volta para casa? Nem em sonhos!

 

*Original em espanhol divulgado em Público.es, 25/11/2012.

**Tradução: ADITAL.

 

sábado, 20 de outubro de 2012

Porquê ler livros? por Manuel A.Pina

Ler um livro não é mais importante que ver, por exemplo, um filme, é apenas diferente. Só que é nessa "diferença" que está tudo, ou quase tudo. Não só a liberdade de leres o livro como quiseres, de trás para diante ou de diante para trás, de voltares ao princípio ou de o fechares e recomeçares a lê-lo no dia seguinte, mas também a liberdade de te leres a ti mesmo nele, de imaginares tu (por mais pormenorizadamente que o autor os descreva) cada personagem, cada lugar, cada acontecimento. E de, nele, viajares, na companhia das palavras do escritor, por mundos reais e imaginários, dentro e fora de ti, que só a ti pertencem, indo e vindo como e quando quiseres entre esses mundos e o teu mundo de todos os dias. Porque, num livro, só aparentemente é o escritor quem conduz a história, na realidade tu é que vais ao volante, a história ou poema que lês é mais teu e dos teus sentimentos e tuas emoções que dos do escritor. De tal modo que, se voltares a ler o mesmo livro passado muito tempo, o livro já se transformou, já é outro, só porque tu também já te transformaste e já és também outro. É por isso que se diz que todos os livros são sempre muitos diferentes livros, tantos quantos as pessoas que os lerem ou tantos quantas as vezes que uma mesma pessoa os ler. E isso é uma coisa maravilhosa, descobrir que nós, com a nossa imaginação e o nosso coração, é que estamos a escrever os livros que lemos.

Manuel António Pina
Um texto especialmente dirigido aos estudantes do projecto Fenix e publicado no Jornal Fenix


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Crianças do 1.º ciclo "trabalham" tanto ou mais do que os adultos

Muitas crianças portuguesas entre os seis e os dez anos trabalham como alunas tanto ou mais do que os adultos, com oito horas diárias na escola a que muitas vezes acrescem trabalhos de casa "A vida das crianças a partir dos seis anos não pode funcionar só a partir da escola. A escola é muito importante, mas a educação informal e os momentos de lazer e o brincar são fundamentais" Vendo o tempo médio de trabalho de um adulto, entre 37,5 e 40 horas semanais, percebe-se que muitas crianças trabalham no seu ofício de alunas tanto como um trabalhador adulto. Contudo, enquanto o trabalho profissional dos adultos é seguido de descanso para a maioria das pessoas, o trabalho escolar é cada vez mais desenvolvido dentro e fora da sala de aula. Repetir em casa o que se fez na escola, prolongando o tempo de trabalho escolar, é um dos erros que se tem vulgarizado Os TPC, a existirem, devem ser feitos na escola, eventualmente no apoio ao estudo e nada mais, até porque representam muito em termos de tempo que ocupam, mas muito pouco em termos de estímulos cognitivos.

A autoridade não se impõe, conquista-se

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