O consumo é uma actividade colectiva que não afecta especialmente as crianças mas todos nós. Fala-se muito do excesso e da abundância de brinquedos e outros objectos, que as crianças (em determinados contextos), recebem no Natal, mas este assunto é bastante mais profundo e complexo, sobretudo no que respeita ás crianças.
Os brinquedos e os jogos são, seguramente, um dos sectores de maior consumo e assim são tratados como produtos. As crianças são seduzidas por uma grande máquina de marketing comercial e nesse sentido, os brinquedos tem vindo a ser desvalorizados pelos adultos que os consideram objectos de consumo, fúteis e desnecessários. São apresentados às crianças como objectos com funções específicas, desvalorizando-se a invenção e a fantasia.
Tendo entrado na categoria de objectos de consumo, para as crianças, a par da roupa, do fast-food, etc, comercializados em grandes armazéns de brinquedos, passaram a ser desvalorizados enquanto objectos de interesse cultural. As crianças aliás, são consumidoras mas também promotoras pois participam, quase sempre, nas campanhas de promoção.
Em Portugal, aderimos a este sistema (americano de origem), o que fez com que o brincar e os objectos de brincar (os brinquedos) fossem desvalorizados. Assim, o tempo de brincar e do jogo tem-se tornado um tempo de consumo e de trabalho.
Os pais e encarregados de educação não são consumidores passivos, são actores conscientes. Mas, muitas vezes compram sem saber bem porquê: objectos da moda, os filhos pedem, ou simplesmente porque é Natal.
Maria José Araújo
Exageros de Natal
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
O tempo de brincar e do jogo tem-se tornado um tempo de consumo e de trabalho
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domingo, 29 de novembro de 2009
O BRINCADOR
«Quando for grande, não quero ser médico, engenheiro ou professor.
Não quero trabalhar de manhã à noite, seja no que for.
Quero brincar de manhã à noite, seja com o que for.
Quando for grande, quero ser um brincador.
Ficam, portanto, a saber: não vou para a escola aprender a ser um médico, um engenheiro ou um professor.
Tenho mais em que pensar e muito mais que fazer.
Tenho tanto que brincar, como brinca um brincador, muito mais o que sonhar, como sonha um sonhador, e também que imaginar, como imagina um imaginador…
A mãe diz que não pode ser, que não é profissão de gente crescida. E depois acrescenta, a suspirar: “é assim a vida”. Custa tanto a acreditar. Pessoas que são capazes, que um dia também foram raparigas e rapazes, mas já não podem brincar.
A vida é assim? Não para mim. Quando for grande, quero ser brincador. Brincar e crescer, crescer e brincar, até a morte vir bater à minha porta. Depois também, sardanisca verde que continua a rabiar mesmo depois de morta. Na minha sepultura, vão escrever: “Aqui jaz um brincador. Era um homem simples e dedicado, muito dado, que se levantava cedo todas as manhãs para ir brincar com as palavras.»
O Brincador,
Álvaro Magalhães
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sábado, 21 de novembro de 2009
Direito a falar com o dedo no ar
Este título – Direito a falar... com o dedo no ar – foi-me sugerido por uma criança da EB1 JI do Cerco do Porto, a propósito dos direitos da criança
Para falar temos de pôr o dedo no ar. Se falarmos todos ao mesmo tempo fica muita confusão e não nos entendem . Má comunicação.
Na verdade, crianças e adultos já incorporaram a ideia de que as crianças têm direito a falar, embora isso se deva processar com ordem, para que seja perceptível, como elas mesmo dizem.
Esta constatação é um progresso no que respeita aos direitos de comunicação das crianças, porque na escola já houve um tempo em que as crianças tinham apenas o direito de ouvir.
O direito a falar é encarado com naturalidade por toda a gente. É um direito reconhecido e valorizado.
O que eu defendo é que brincar é um direito da criança tão fundamental como o direito a falar, não necessariamente no tempo lectivo, mas no tempo pós-lectivo. Um tempo em que frequentemente se obrigam as crianças a fazer actividades em tudo semelhantes às do tempo lectivo (pela metodologia que se usa, por não as envolvermos na organização e programação, por serem demasiado orientadas, sem deixar para a criança a hipótese de explorar ...)
O que eu de facto gostaria de ver era uma criança a levantar o dedo pedindo para brincar, e que isso fosse reconhecido por ela e pelos adultos, que com ela convivem, como um direito tão natural e tão irrenunciável como o direito a falar, a comer e a ser bem tratado.
Há tempo para tudo e há todas as possibilidades que quisermos mas, neste momento, o acto de brincar não é reconhecido como direito fundamental, porque as pessoas têm uma informação muito vaga, limitada e pouco precisa do que significa brincar.
O mesmo sucede, às vezes, com o jogo, que é entendido somente como exercício físico ou desporto, interessante para a saúde ou para o desenvolvimento motor, ignorando o seu potencial como forma inegável de ligação das crianças ao mundo.
Brincar, para a criança, é viver e é tão importante e tão fundamental como qualquer outro dos direitos que consideramos fundamentais e que estão consagrados na Convenção dos Direitos da Criança.
Na verdade, não dar tempo à criança para brincar, não reconhecer esse direito no seu tempo livre, é uma violência tão grave e punível, como não dar de comer ou maltratar fisicamente. Constitui além dessa violência, uma falta de percepção do que significa brincar e da forma como as crianças fazem a leitura da realidade social. As crianças aprendem pela experiência, à medida que vão interagindo com o seu grupo de pares e com os adultos e à medida que vão vivenciando diferentes situações.
Reconhecer e valorizar o acto de brincar é, ainda, dialogar com as crianças numa linguagem que elas entendem, respeitar o(s) seu(s)tempos, escolhas e decisões. É comunicar, interagir e respeitar.
Maria José Araújo
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Ainda os TPC
Um dos problemas dos TPC é que dá a ideia de que qualquer pessoa pode ensinar as crianças. Não é qualquer pessoa que ensina a estudar, porque não é fácil e exige formação na área da infância e competências específicas nas matérias a ensinar. Exige conhecer as crianças, mas também vontade de as entender, disponibilidade para as ouvir e para compreender o modo como elas aprendem e valorizam o que aprendem.
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Entrevista de Sara Oliveira para o EDUCARE
9 Nov 2009
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E o tempo para brincar ?
As crianças trabalham hoje 40 a 45 horas semanais. (...) E o tempo para brincar?
P: Que opções erradas estão a prejudicar os nossos filhos? São opções dos pais ou do sistema educativo?
MJA: Estamos a sobrecarregar muito as crianças em função da socialização escolar para resolver problemas que são dos adultos e não das crianças. Não acho que seja preciso arranjar culpados. Temos é de perceber o que andamos a fazer e respeitar o tempo da infância como um tempo que tem de ser vivido em função dos interesses das crianças e não dos problemas dos adultos.
Entrevista de Ana Esteves 2009/11/06
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Direito a Falar ... Com o dedo no ar
Conferencia a propósito dos 20 anos da "Convenção dos Direitos da Criança" adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas
16h00-17h00 – Lançamento da obra “Crianças Ocupadas” (de Maria José Araújo)
Comentários ao livro por João Teixeira Lopes
17h00-18h30 - Conferência: "Direito a falar... com o dedo no ar"
Maria José Araújo
João Teixeira Lopes
Local : Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Anfiteatro 1)Via Panorâmica, s/n, 4150-564 Porto http://www.letras.up.pt/
Organização: Instituto de Sociologia
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Furar o Cerco
Furar o Cerco
Como convencer os adultos que brincar é importante
Palavras e desenhos : Crianças da Escola EB1 JI do Cerco do Porto
Brincar não tem um tempo, é quando se quer - Rita
Brincar é comunicar e encontrar amigos - Rui
Eu gosto de brincar com o meu pensamento - André
Direito a explicar quando não nos compreendem - João
Direito a falar ... com o dedo no ar - André
Direito a ser ouvido - Clara
Não ter de comer não é justo
É bater ou apanhar que é proibido? - Cátia
Sonhar não precisa de ser direito pois não? Nós estamos sempre a sonhar...! - Ana
Estas são apenas algumas das palavras que fazem parte deste livro organizado a propósito dos 20 anos da "Declaração Universal dos Direitos da Criança"
Texto de Maria José Araújo - Ilustração: Catarina Mendes
Colaboração : Beatriz Gonçalves, Bruno Rodrigues, Pedro Mota,Francisco Soeiro, Vitor Martins e Vitalia S.
Novembro 2009 No prelo
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No Fear. Growing up in a risk averse society
Focusing on the crucial years of childhood between the ages of 5 and 11 - from the start of statutory schooling to the onset of adolescence. No Fear advocates a philisophy of resilience that will help counter risk aversion and strike a better balance between protecting children from genuine threats and giving them rich, challenging opportunities through which to learn and grow.
Tim Grill
Calouste Gulbenkian Foundation
"Children in the past have been assumed to have capabilities that we now rarely think they have... So fixated we are on giving our children a long and happy childhood that we downplay their abilities and their resilience"
The Invention of Childhood H. Cunningham (London BBC Books 2006)
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
RODRIGUES, Maria (1999) Pelo Direito à Cidade : O movimento de moradores no Porto. Porto: Campo da Letras.
Um estudo sobre a energia que animava as práticas colectivas de uma democracia participativa que resultava da convicção e empenho das acções das comissões de moradores por um alojamento digno e melhores condições de vida quotidiana para as famílias pobres. As “Comissões e Associações de Moradores foram percursoras do que viria a ser estipulado pela Lei de Bases do Sistema Educativo, que, em consonância com a constituição de Abril de 1976, definiu princípios propiciadores da interligação entre as escolas e as comunidades locais” . O valor dessas iniciativas, cujos destinatários eram sobretudo indivíduos oriundos de estratos sociais carenciados, residiu fundamentalmente nas metodologias utilizadas pelos formadores, que rejeitando formas académicas de transmissão de conhecimentos lançaram um modo interactivo de trabalho pedagógico, oposto ao modelo transmissivo predominante nas práticas pedagógicas da escola institucional”.
Este trabalho é um bom exemplo de como a valorização da função pedagógica da cultura e a afirmação da dimensão política das práticas culturais tinha em conta as experiência de animação no “tempo livre” das crianças como algo que contemplava não só a sua participação activa, mas também os seus interesses, necessidades e até o contexto local. Uma realidade que se foi modificando ao longo do tempo. Hoje o tempo das crianças foi, do nosso ponto de vista, institucionalizado pervertendo o efeito, então previsto, que era criar um espaço em que o tempo das crianças se tornasse um tempo com mais qualidade e liberdade do que aquele que elas teriam se ele não existisse.
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Meninos de Ninguem - Apresentaçao na Belgica
No próximo dia 5 de Novembro, pelas 18h30, será apresentado o Livro de Ana Cristina Pereira " Meninos de Ninguém" na Livraria Orfeu - Bélgica
Mais informações
Ana Cristina Pereira conta-nos 18 histórias de jovens e crianças que a vida maltrata todos os dias. Histórias verdadeiras, de pessoas como nós, que preconceituosamente julgamos e nem sempre entendemos.
"Ana Cristina Pereira estudou Comunicação Social na Universidade do Minho. É jornalista do Público desde 1999. Dedica-se, sobretudo, às temáticas de exclusão social, como a pobreza, os tráficos, as dependências, as piores formas de trabalho infantil, a delinquência juvenil, a violência intrafamiliar, a reclusão, as migrações e as minorias. Meninos de Ninguém é o seu primeiro livro"
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Computador Magalhães no 1º Ciclo do Ensino Básico
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