quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Jogos de Playstation nas escolas - Jornal da Madeira

Jogos de “playstation” “recomendado” nas escolas
Especialista em Educação, Maria José Araújo, defende que é urgente respeitar o brincar das crianças do primeiro ciclo e como tal disponibilizar-lhes jogos de “playstation” nas escolas para que possam descansar do trabalho da sala de aula.
Jogos de "playstation" nas escolas para as
crianças brincarem e descansarem do trabalho da "sala de aula" é uma proposta para as Actividades de Enriquecimento Curricular de uma especialista em Educação para evitar o "risco de acabar com a infância".
"É urgente respeitar o brincar das crianças e reabilitar o sentido da actividade lúdica" na Escola a Tempo Inteiro, disse à agência
Lusa Maria José Araújo, investigadora do Centro de Investigação e Intervenção Educativa da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.
Para Maria José Araújo, o prolongamento do horário das escolas primárias, em vigor desde 2006, é "inegavelmente" uma medida "socialmente útil", mas se houver "condições físicas e humanas para o fazer" e garantia de que as actividades que se fazem com as crianças vão ao encontro dos seus interesses.
O horário pós-escolar deve apostar em actividades lúdicas e culturais, em vez de "ser só actividades programadas e organizadas em função da aprendizagem escolar", afirmou a investigadora, que está a fazer uma tese de doutoramento sobre a relação entre tempo livre e tempo de trabalho escolar em espaços educativos frequentados por crianças entre os 6 e os 12 anos.
"Os adultos querem as crianças ocupadas e esquecem-se de que as crianças que frequentam o 1º ciclo são muito pequenas, que estiveram toda a manhã ou toda a tarde a trabalhar na sala de aula, cumprindo o seu ofício de estudantes, e que precisam de descansar", sublinhou.
Para a investigadora, é preciso apostar no que as crianças gostam, como jogar "playstation" e ter computadores com acesso à Internet.
"Os bons jogos de vídeo (as consolas) tanto do agrado das crianças têm imensas potencialidades que os adultos, que não jogam, não conhecem e desprezam", comentou Maria João Araújo, que tem vindo a trabalhar nas vantagens deste tipo de jogo e a tentar perceber por que é que os pais tanto resistem a deixar os miúdos jogar.

Bibliotecas mais
atractivas

As escolas deviam apostar também em "boas" bibliotecas com materiais interessantes para que as crianças possam escolher, como livros, jogos e revistas, disse à Lusa, reconhecendo que já há algumas instituições a fazer isso.
Maria José Araújo defendeu ainda a reabilitação de jardins da cidade, para que os educadores possam para lá ir com as crianças, e actividades ligadas ao cinema, teatro e música para os mais pequenos
descobrirem estas formas de arte.
"Muitos professores de música e de expressão plástica têm-se queixado, nas entrevistas que faço, que não têm condições de trabalho na escola ou neste programa da escola a tempo inteiro", contou.
As queixas vão para a falta de instrumentos e para as salas, que "não estão preparadas para que eles possam trabalhar com as crianças". "Como as crianças já estão muito cansadas é o caos e isto é verbalizado por estes professores e até por muitos directores das escolas que dizem que tudo funciona pela boa vontade dos educadores e que o Ministério da Educação não sabe o que se passa", acrescentou.
Maria José Araújo salientou que os adultos têm de começar a acreditar que as crianças sabem, muito bem, entreter-se e que precisam somente que lhes seja criado o ambiente e as condições para que o possam fazer em segurança.
"Estas medidas não podem partir só das necessidades dos pais. Têm de partir das necessidades e da felicidade das próprias crianças para que não se corra o risco de acabar de uma vez por todas com a infância", rematou.


O horário pós-escolar deve apostar em actividades lúdicas e culturais, em vez de "ser só actividades programadas e organizadas em função da aprendizagem escolar", afirmou a especialista em Educação, Maria José Araújo, que está a faxer um doutoramento sobre a relação entre tempo livre e tempo de trabalho escolar.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Dar Tempo às Crianças para serem Crianças

É urgente reabilitar o Brincar das Crianças

São crianças, mas incutem-lhes responsabilidades de adultos. Passam quase a totalidade do dia na escola, enquanto os pais se encontram no trabalho. Não há problema quanto à escola a tempo inteiro, o problema está nas actividades que são oferecidas às crianças. “Há um excesso de actividade escolarizada, em detrimento da actividade lúdica. As nossas crianças não brincam”. (...)

Canal UP Universidades e Politécnicos

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Reabilitar o brincar das Crian;as

Expresso online publica noticia sobre Escola ~Tempo Inteiro
Expresso online

Investigadora da Universidade do Porto critica as AEC

As crian;as depois de um dia de Escola precisam de descansar.
Profblog

terça-feira, 6 de maio de 2008

A nao perder

Pittsburg International Children's Theatre

Now in its 22nd year, the Pittsburgh International Children’s Festival will debut May 14-18 at a new site in Oakland with the Festival grounds to be located on the lawns of the University of Pittsburgh campus and Schenley Plaza. ... Read more below

Mais informações

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Escola Tempo Inteiro tambem no 2º Ciclo EB

Ministério da Educação pondera alargar a Escola a Tempo Inteiro também para alunos do 5º e 6º ano de escolaridade.

Posição da CONFAP

Novo comentario

Novo comentário na mensagem "Implementaçao da escola a tempo inteiro":

Vamos ser realistas: os horários das escolas não podem contiuar como à 20 anos atrás. Hoje em dia as mães já não ficam em casa a cuidar dos filhos, a ir buscá-los à escola, etc. Hoje em dia por opção ou necessidade ambos os pais trabalham fora. O que será preferível? Irem para atl privados caros e onde todas as actividades extra são pagas, ou ficarem na escola junto dos colegas de turma com actividades gratuitas que enriquecem o seu percurso escolar e de algum modo os prepara para o 5ºano?
Só é pena não ter sido implementado em todas escolas, como no caso do meu filho que tem 2 actividades 2 x por semana. Ou seja esta diferença entre escolas e agrupamentos vai fazer com haja crianças com mais actividades no seu curriculo do que outras.

Filomine

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Entrevista com Gilles Brougere

Debate em torno dos Pokémons - Uma entrevista do Aprende Brasil

Gilles Brougère - O que eu penso, fundamentalmente, é que há uma enorme distância - quem sabe uma oposição -, que não se pode subestimar, entre a cultura infantil contemporânea e a escola. A cultura infantil procura dar à criança um prazer imediato, em função do seu desejo atual como criança. A educação, ao contrário, funciona sob uma lógica que consiste em desviar, de certa forma, a criança de sua infância para conduzi-la a um futuro de adulto. Por isso, ela é orientada por coisas que podem não interessar às crianças. Mesmo se pudermos colocar em prática técnicas pedagógicas que se baseiem no interesse das crianças, resta uma contradição entre a relação direta entre os produtores dessa cultura e as crianças, que se formam através da televisão, e o sistema educacional.
ver toda a entrevista

Posiçao do Conselho de Escolas em relaçao aos "rankings"

A recente divulgação de listas ordenadas (“rankings”) de estabelecimentos de ensino, a partir dos dados dos resultados dos exames nacionais de 2007, veio, uma vez mais, traçar um quadro subjectivo e incompleto da qualidade de trabalho concretizado por muitas escolas públicas LER MAIS

A autoridade não se impõe, conquista-se

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